Buscar
  • Matheus Mans

Crítica: 'Samy e Eu' é divertida comédia "perdida" de Ricardo Darín


Ricardo Darín é, hoje, um dos maiores nomes do cinema latino-americano. E não é pra menos. Ele está em filmes como O Segredo dos Seus Olhos, Relatos Selvagens e Nove Rainhas, sempre com atuações "de ponta". Agora, chega ao Brasil uma comédia gostosa de assistir protagonizada pelo ator argentino: é Samy e Eu, filme de 2002 inédito no País que estreou no Belas À La Carte.


Aqui, a trama é simples. Samy (Ricardo Darín) está prestes a completar 40 anos. Entre seus desgostos estão sua namorada Laura (Christina Banegas), seu astigmatismo, sua mãe (Henny Trayles) e sua irmã (Alejandra Darín). Ele escreve o programa de TV de um comediante, mas ainda sonha em ser um escritor sério e respeitado. Todo ano tenta escrever um romance, mas todo ano falha. Ao avaliar sua crise existencial, Samy decide largar o emprego, a namorada e os laços que o prendem à família. No meio dessa confusão, Mary (Angie Cepeda) aparece. Ela é uma entusiasmada colombiana, que parece ser a única a enxergar o potencial dele. Mary então produz um reality show sobre a vida de Samy, que logo se transforma em um sucesso absoluto

A partir daí, somos jogados numa gostosa comédia de situações. Ainda que algumas piadas e sacadas estejam enferrujadas pelo passar do tempo, o ritmo do filme funciona -- principalmente na dinâmica inesperada dos bastidores de um programa de TV. É interessante a falta de jeito do personagem, que quer seguir por um caminho, mas acaba sendo impulsionado pra outro lado.


Darín, como sempre, está bem. Ainda que não seja uma atuação tão brilhante quanto Relatos Selvagens ou Um Conto Chinês, ele convence o público de que aquele Samy, quase que catapultado em uma situação que não esperava, existe. Parece que Samy é real. Muito disso por conta da sensibilidade de Darín, que sabe criar uma dinâmica divertida com Angie Cepeda.


No final, Samy e Eu é daquelas comédias gostosas, divertidas e inofensivas. Não vai ser marcante, muito menos memorável para quem assiste ao filme. No entanto, a boa atuação, o clima gostoso da comédia e a boa dinâmica entre Darín e Cepeda elevam o filme para uma produção destacável. Quer um filme leve? Então vá ver Samy e Eu. Dá pra se divertir.

#Crítica #Cinema #Filme #Comédia #CinemaArgentino