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  • Matheus Mans

Crítica: 'Noturno', do Amazon Prime Video, é bobagem que não se sustenta


Ao longo do mês de outubro, o Amazon Prime Video está com uma programação especial de filmes de Halloween. Em parceria com a produtora Blumhouse, de Corra! e A Morte Te Dá Parabéns, o serviço de streaming está liberando uma série de filmes que transitam entre o horror e o suspense inéditos, com o selo de original, inédito e exclusivo da Amazon Studios.


E depois dos fracos Black Box e The Lie, chega a vez do streaming colocar em sua programação o fraquíssimo Noturno. Dirigido e roteirizado por Zu Quirke, o longa-metragem conta a história de uma garota (Sydney Sweeney) que está sempre na sombra da irmã (Madison Iseman), principalmente na escola de música em que estudam. Não tem tanto talento, nem é tão querida.


As coisas começam a mudar, então, quando Juliet — a tal irmã sem talento — parte para uma espécie de pacto com o demônio. Ela, então, começa a tomar o lugar de sua irmã talentosa.

Nessa mistura insossa de Suspiria com Whiplash, encontramos uma trama sobre ciúmes, relações familiares e, principalmente, inveja. Sem encontrar nenhum elemento tão natural quanto esses outros filmes que claramente inspiraram Noturno, essa produção se refugia em cópias. É a trilha sonora a base de gritos, o professor exigente, as audições cheias de nuances.


A sensação, assim, que é Zu Quirke juntou tudo que já tinha visto e colocou nessa trama pouquíssimo original, que tenta — e apenas tenta, vale ressaltar — colocar na tela esse clima belicoso de competições musicais. Falta, porém, a força necessária para um ambiente tão potente, cheio de inveja. O pacto com o demônio e a rixa com a irmã não são o bastante aqui.


Pelo menos o elenco está bem. Madison Iseman (de Annabelle 3) é competente no papel da irmã talentosa. Mas é Sydney Sweeney (Era Uma Vez em... Hollywood) que rouba a cena e acaba tendo os momentos mais interessante do longa-metragem, ainda que Zu Quirke não saiba, em momento algum, aproveitar todo o potencial dramático que a jovem atriz tem para oferecer.


Enfim: no final das contas, Noturno é um amontoado de momentos vergonhosos, algumas semelhanças desconcertantes com outros filmes sobre escolas de música e, principalmente, de oportunidades perdidas. Faltou originalidade, força, maior preocupação com o que está sendo contado. Mais uma bobagem pra conta do Amazon Prime Video, da Blumhouse e do "especial".

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