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  • Matheus Mans

Resenha: 'Skyward' é presente de Brandon Sanderson para fãs de ficção científica


Se há um autor obrigatório para fãs de ficção científica hoje em dia, este é Brandon Sanderson. Autor da trilogia Mistborn e da deliciosa franquia Os Executores, ele conquistou um espaço frequente nas listas de indicações do gênero. E Sanderson apenas reforça sua força e originalidade com Skyward: Conquiste as Estrelas, publicação no Brasil da Planeta de Livros.


A obra, que começam de mansinho, quase causando desinteresse no leitor, conta a história de Spensa, uma jovem mulher que sonha em ser piloto. No entanto, não é fácil para ela conquistar esse espaço: afinal, o falecido pai da protagonista é considerado um covarde, que fugiu do ataque de alienígenas contra o planeta em que vivem. Dessa forma, ela precisa de respeito.


Sanderson começa o livro, como dito, com cautela. É bastante descritivo e, para leitores que não estão acostumados com ficção científica, pode assustar. No entanto, rapidamente, o autor rompe com essas amarras e abraça uma literatura ágil. A história de Spensa segue a tradicional Jornada do Herói, como era de se esperar, mas conta com camadas que preenchem a narrativa.

A protagonista, afinal, não fica parada. Ela vai evoluindo conforme as páginas viram. Quando os capítulos finais enfim batem à porta, Skyward: Conquiste as Estrelas adota um tom vertiginoso e que causa aquela mágica que sabemos quando um livro é bom: as páginas correm entre nossos dedos e é impossível largar a leitura até que a página 390, enfim, surja escondida ali no rodapé.


E o que faz o livro ser tão interessante, tão empolgante? Bem, primeiramente o desenvolvimento de Spensa, como já citamos, que eleva a qualidade da leitura. Em seguida, a boa criação de universo de Sanderson, que, como sempre, mostra uma qualidade acima da média -- lembra, com as devidas proporções, o que Isaac Asimov conseguiu fazer na saga sci-fi Fundação.


No entanto, o que arrebata o leitor é a troca que há entre as páginas e a pessoa que segura o livro nas mãos. Sanderson, a partir da narrativa de Skyward: Conquiste as Estrelas, propõe uma troca que faz os olhos brilharem. De um lado, Spensa sonha. Quer ser grande. Do outro, o leitor é provocado a sonhar junto, embarcando nessa jornada espacial que rompe com padrões.


É difícil não ter uma experiência interessante, pra dizer o mínimo, com Skyward: Conquiste as Estrelas. E aqui, leitor, quebro a parede que separa a resenha do resenhistas para dizer: sou consumidor ávido de livros de ficção científica. Estou sempre em busca do que sai por aí. E faz tempo que não vejo uma leitura tão boa quando Skyward. É uma entrada sem volta para o gênero e, principalmente, para ter uma certeza ao fim da leitura: Sanderson é um novo gênio.

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