As histórias por trás das canções de Vinicius de Moraes

10/06/2017

 

Vinicius de Moraes foi um marco na música, na literatura e nas artes no geral. Morto aos 66 anos em 1980, o Poetinha teve uma vida intensa: casou-se 9 vezes, foi diplomata, teve muitos amigo e parceiros para toda a vida.

 

No entanto, de todas as curiosidades acerca do poeta, algumas das mais interessantes tem a ver com o processo de composição de suas músicas. Abaixo, seguem algumas das curiosidades mais

interessantes sobre o Poetinha e os "causos" envolvendo as suas composições. E se tiver alguma outra história para contar, deixe nos comentários!

 

Garota de Ipanema

 

 

O clássico da Bossa Nova foi composto originalmente para uma peça chamada “Blimp”. Ela se chamava “Menina que passa” e era para ser tema do encontro de um marciano com uma carioca. Porém, a música acabou ficando anos na gaveta. Depois, surgiu a história que ela seria inspirada em Helô Pinheiro ao mesmo tempo em que a música era lançada e se tornava um dos maiores sucessos da música brasileira.

 

 

Bom dia, tristeza

 

A música é uma parceria entre Adoniran Barbosa e Vinicius. Porém, há um fato muito interessante sobre a parceria: Adoniran e Vinicius nunca se conheceram, nem se falaram. O Poetinha, inclusive, não sabia que Adoniran iria musicar a letra. Só soube depois de pronta. O que aconteceu foi que Vinicius rabiscou alguns versos num guardanapo e os entregou para Aracy de Almeida. A cantora, muito amiga de Adoniran, propôs que o sambista musicasse o poema. A parceria deu certo e Maysa fez sucesso no Brasil inteiro com a belíssima canção.

 

 

Tarde em Itapuã

 

A letra era originalmente feita para que Dorival Caymmi musicasse. Porém, Toquinho a viu antes e acabou colocando a melodia antes e sem que Vinicius soubesse. Ao mostrá-la para o Poetinha, foi aprovada -- após ser ouvida 40 vezes -- com a seguinte frase: “Acho que então vai ser sua, não vou dar pro Caymmi, não”. Foi o primeiro grande sucesso da frutífera parceria de Toquinho e Vinicius.

 

 

Chega de Saudade

 

A música, precursora da Bossa Nova, teve problemas e críticas do começo ao fim. Primeiro, Vinicius teve muita dificuldade pra compor, devido ao ritmo e melodia diferentes de tudo que já tinha visto. Em seguida, com ela pronta, mostrou à sua esposa, que falou: “Que bobagem esse negócio de rimar peixinho com beijinho”. Logo após o término da composição ninguém queria gravar, acabou entrando em um compacto por insistência de Tom. E, por fim, quando o LP chegou a uma loja de São Paulo, o diretor disse: “Olha só a merda que o Rio de Janeiro nos manda”.

 

 

Gente Humilde

 

Diziam que Vinicius era muito ciumento com seus parceiros musicais. Chico Buarque, seu amigo, nunca tinha feito nenhuma música com o Poetinha. Um dia, acabou emplacando uma parceria com Tom Jobim. Vinicius, enciumado, pegou a letra recém escrita de “Gente Humilde” e entregou para Chico fazer as alterações que quisesse. O jovem cantor e compositor achava que a letra estava perfeita, por isso apenas acrescentou: “Pela varanda flores tristes e baldias/Como a alegria/Que não tem onde encostar”. Vinicius, satisfeito, ligou para Tom dizendo: “Agora Chiquinho também é meu parceirinho”.

 

 

Samba em prelúdio

 

Baden Powell um dia entregou a melodia de “Samba em prelúdio” para que Vinicius colocasse a letra. Após muito tempo sem a devolver, Baden a cobrou de Vinicius que alegou que a composição era plágio. O violonista, assustado, perguntou o motivo da afirmação. Vinicius, tranquilamente, disse: “Isso é Chopin”. Após ser confirmado que a melodia não era uma obra plagiada, Vinicius completa: “Então Chopin se esqueceu de fazer essa música. É a cara dele”. Abaixo, o vídeo com a música cantada e a história contada por Baden.

 

 

Se Todos Fossem Iguais a Você

 

Um dos hinos da música brasileira tem uma interessante história por trás. Tom, ao ler a letra, disse, em tom de brincadeira ao Poetinha: “Que bobagem é essa? Imagine se todos fossem iguais à mulher que a gente ama. Seria um saco”. Vinicius, então, emendou: “É pra você ver, Tonzinho, a poesia não precisa de razão nenhuma”.

 

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