Crítica: 'A Odisseia' se destaca com direção de arte precisa

27/03/2018

Em A Odisseia, temos a vida profissional e pessoal do mergulhador e explorador Jacques‑Yves Cousteau exposta. O filme biográfico, apesar de mostrar a trajetória da personalidade francesa, foca na relação de Jacques com seu filho Philippe. O longa, dirigido por Jérôme Selle, passa pela infância de Phillipe até os seus 30 e poucos anos, acompanhando o desencadeamento da relação entre pai e filho.

 

Uma das minhas primeiras impressões desse filme foi a sua direção de arte tão bem trabalhada. O longa-metragem acompanha os personagens durante os principais momentos de suas vidas, passando pelas décadas de 1940 até 1970. A passagem do tempo não é apenas perceptível pelo envelhecimento dos atores, mas também pela cenografia e figurinos muito bem escolhidos e adaptados à cada período.

Tal direção de arte é valorizada pela fotografia do filme. Além das lindas paisagens que os exploradores passam durante o longa, a forma como elas são captadas é de uma sensibilidade incrível. Cada plano nos provoca uma emoção, um sentimento de acordo com a cena.

 

O filme de Jérôme Salle conta com um elenco invejável. A renomada Audrey Tautou (de filmes como O Fabuloso Destino de Amélie Poulain e Coco Antes de Channel) contracena com Lambert Wilson (de Matrix) e Pierre Niney. Entretanto, o alto padrão das atuações dos papéis principais, por vezes, é um problema no filme, pois acaba destoando das restantes.

 

Por fim, não podemos deixar de falar do roteiro. Mesmo nos entregando o final da história logo em uma de suas cenas de abertura, o roteiro é bem trabalhado e consegue emocionar, trazendo o drama necessário para a trama.

 

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