Crítica: 'Covil de Ladrões' é mais do mesmo dos filmes de ação

09/04/2018

No mais novo longa-metragem de Christian Gudegast (Invasão à Londres), ex-militares da marinha americana se juntam em uma organização criminosa para realizar os mais elaborados assaltos a bancos em Los Angeles, nos Estados Unidos. Mas é só depois de anos no ramo que os criminosos decidem assaltar um dos mais seguros e fortificados bancos do mundo.

 

Estrelado por Gerard Butler (Tempestade), Pablo Schreiber (Os Soldados Secretos de Benghazi) e o cantor/ator 50 Cent (A Espiã Que Sabia de Menos), Covil de Ladrões é mais um dos muitos filmes de ação que retrata a luta do bem contra o mal. O seu enredo é raso e não traz grandes surpresas para o espectador -- como esperado. As “grandes surpresas” são facilmente adivinháveis por uma audiência atenta, fazendo com que o filme perca a graça.

 

Apesar disso, o longa-metragem é bem sucedido na criação de seus personagens. Até o último segundo do filme, é possível se identificar e torcer tanto para os policiais “bonzinhos” quanto para os “malvados” ladrões -- algo que acontece, em partes, da série blockbuster da Netflix, La Casa de Papel.

Muita dessa empatia, com ambos os lados, está atrelada ao fato das personagens serem reais e contaram com diferentes camadas na constituição de suas personalidades. Os policiais não são puramente bons, e os vilões não são apenas malvados, fugindo da tradicional dicotomia. Enquanto os  próprios policiais desrespeitam as leis, os ladrões tem uma vida normal com filhos e família.

 

Apesar dos problemas em seu enredo e as atuações que deixam um pouco a desejar -- não que esperássemos muito de 50cent como ator, é claro -- o filme é um bom passatempo para “esfriar a cabeça” e revisitar, novamente, as tramas de assalto à bancos. De resto, fica na superfície.

 

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