Crítica: 'Vai que Cola: O Começo' não faz muito sentido, mas diverte

09/09/2019

Vai que Cola é uma franquia que já conseguiu se estabelecer na televisão, com seis temporadas de fôlego; e também no cinema, com um filme divertidinho e que conta com a participação especial de Paulo Gustavo (Minha Mãe é uma Peça). Agora, a franquia volta às telonas para contar a origem da tal Pensão da Dona Jô e mostrar como eram os personagens mais queridos antes de ficarem confinados neste já emblemático lugar.

 

Esta é a trama central de Vai que Cola: O Começo, filme dirigido por César Rodrigues (da própria série) e que chega aos cinemas nesta quinta-feira, 12. É inegável que havia uma curiosidade de ver o início desses personagens. Como se entrelaçaram, de onde vieram, o que faziam antes da pensão. Não são fatos determinantes para a história, que irão mudar a maneira como o público a enxerga, mas traz um tempero a mais no que é visto.

 

No entanto, ao se falar na origem dos personagens, espera-se algo mais interessante, divertido. Mostrar, de fato, as raízes de cada um. E o único que embarca nisso é o Ferdinando (Marcus Majella), personagem mais engraçado e que é visto em sua forma mais "primitiva" -- numa cidade do interior, desfilando em cima de fuscas e coisas do tipo. O restante, infelizmente, passa por cima de questões mais profundas e intrigantes.

O relacionamento entre Jéssica (Samantha Schmutz) e Máicol (Emiliano D'Avila), por exemplo, nasce de um esbarrão. Poderia ter sido algo mais divertido, à altura do casal, e criativo. Do jeito que ficou, parece que muitas das coisas foram feitas correndo.

 

Além disso, sendo um filme de origem, é preciso inserir subtramas que deem um tempero a mais e deixem o espectador instigado a ver o longa-metragem até o final. Aqui, este ponto começa bem, mostrando a figura do mitológico Tizil, mas logo descamba para uma espécie de suspense-ação-comédia sem muita conexão com o restante. Não dá aquela fagulha de que é algo fora da curva e extremamente divertido.

 

Mas tudo bem. Apesar desses problemas estruturais em Vai que Cola: O Começo, há boas piadas, algumas sequências feitas para gargalhar -- uma envolvendo Majella e um convidado especial é hilária. E os atores funcionam, em sua maioria. Samantha Schmutz (Minha Mãe é uma Peça 2), Emiliano D'Avila (Ninguém Entra, Ninguém Sai) e Cacau Protásio (Sai de Baixo: O Filme), principalmente, roubam as cenas em que estão.

 

Por fim, Vai que Cola: O Começo é aquela típica comédia besteirol brasileira. Dá pra rir, se divertir aqui e ali. Mas, no geral, é esquecível e apresenta uma boa quantidade de problemas. Quem é fã da série vai gostar mais. Quem não é, pode servir como porta de entrada. Mas quem não gosta desse estilo de humor, melhor passar longe. Não há alívios, não há momentos de tranquilidade. É Vai que Cola do começo ao fim, sem parar.

 

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