Do pior ao melhor de Edgar Wright, diretor de ‘Em Ritmo de Fuga’

21/07/2017

 

O inglês Edgar Wright se tornou figura indiscutível quando se fala sobre melhores diretores desta geração. Com originalidade e um estilo de filmagem particular, o cineasta conseguiu garantir seu lugar no cinema moderno com filmes que contam com bom-humor, boas cenas de ação e, principalmente, um senso visual e de interconexão entre cenas bem apurado e que alavanca o potencial de seus filmes.

 

Agora, prestes a lançar Em Ritmo de Fuga, Edgar Wright dá mais passos na consolidação de sua carreira, marcando o primeiro filme após o sucesso da “trilogia do Cornetto”. Assim, o Esquina reviu toda sua filmografia e separou o que há de melhor e o que há de pior (será que tem algo ruim?) na filmografia do diretor inglês, que se mostra como um dos principais nomes do cinema nesta década:

 

Heróis de Ressaca. Último filme de Edgar Wright antes de Em Ritmo de Fuga, é o menos inspirado da “trilogia do Cornetto” -- que também conta com Chumbo Grosso e Todo Mundo Quase Morto. Afinal, Heróis da Ressaca mostra um grupo de amigos quarentões que decide explorar os bares da cidade. No entanto, no meio do caminho, acabam se deparando com alienígenas (pois é). Ainda que mantenha o senso de filmagem aguçado de seus outros filmes, este longa-metragem não consegue captar tanto a atenção do espectador e faz com suas quase 2 horas se arrastem um pouco. No entanto, ainda é divertido ver Simon Pegg, Nick Frost e Martin Freeman lutando contra seres de outro planeta.

 

Scott Pilgrim Contra o Mundo. Um dos mais populares do diretor, Scott Pilgrim Contra o Mundo é a adaptação de uma série de quadrinhos, que caiu como uma luva nas mãos de Edgar Wright. Afinal, ele faz com que a luta do preguiçoso Scott Pilgrim contra A Liga dos Sete Ex-Namorados Malvados -- para ficar com sua paixão Ramona Flowers -- se torne um verdadeiro jogo de videogame na tela. O diretor ainda conseguiu transmitir as sensações da geração do século XXI, em um filme visualmente bonito de assistir. Pena que comete alguns excessos ao longo da história, deixando-a um pouco exagerada demais e, por vezes, até mesmo cansativa.

 

Chumbo Grosso. Segundo filme da “trilogia do Cornetto”, Chumbo Grosso é a homenagem de Edgar Wright aos filmes e séries policialescos dos anos 1980, como Anjos da Lei e Bad Boy. Para isso, ele se vale da premissa de cidades do interior que escondem mais do que é imaginado, ao colocar o exemplar policial Nicholas Angel (Simon Pegg, claro) investigando alguns crimes por lá. O filme tem ação e comédia na medida certa, causando diversas sensações no espectador -- que também sente um pouco de nostalgia das antigas tramas de ação de décadas passadas.

 

Em Ritmo de Fuga. Novo filme de Wright, conta a história de um rapaz estranho, aficionado por música, que aceita participar como motorista de fuga de alguns assaltos para pagar uma antiga dívida com um mafioso (Kevin Spacey). A partir daí, o longa-metragem cria uma história policial misturada com romance, mostrando os dilemas do rapaz na vida de crime. Com um fiapo de história, Wright consegue desenvolver uma história alucinante, com uma trilha sonora inesquecível, fazendo com que cada cena seja mais incrível que a anterior. É de não tirar o olho da tela.

 

Todo Mundo Quase Morto. Primeiro filme da “trilogia do Cornetto”, Todo Mundo Quase Morto inovou ao contar uma história de zumbis com viés de comédia. E deu muito certo. O resultado é um filme delicioso de assistir, com Simon Pegg inspirado e Edgar Wright ansioso para mostrar o que sabia fazer com a câmera e na edição de um filme, com cenas que se conectam e imagem que deixam o espectador preso à situação. Há ainda uma crítica social presente em toda narrativa que deixa tudo mais grandioso, sem perder o saber de filmes indies do cineasta.

 

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