'É outro jeito de fazer cinema', diz produtor de 'Todo Clichê do Amor'

10/04/2018

Logo no início da coletiva de imprensa do longa-metragem nacional Todo Clichê do Amor na última segunda-feira,  9,  um assunto surgiu à tona: como fazer cinema de forma totalmente independente no Brasil? Afinal, o filme comandado por Rafael Primot (Gata Velha Ainda Mia) e estrelado pelas globais  Débora Falabella (O Filho Eterno) e  Marjorie Estiano (Entre Irmãs) foi feito sem ajuda de leis ou incentivos. Tudo saiu do bolso das produtoras associada, o que inclui Marjorie e Débora.

 

"Tem um outro  jeito de fazer cinema.  É esse que estamos tentando trazer com Todo Clichê  do Amor", diz o animado produtor Daniel Gaggini,  de Manual para Atropelar Cachorro. "Para usar leis de incentivo,  é preciso entrar num processo que leva entre cinco ou seis anos. Pra gente, era muita coisa. Por isso, decidimos ir  por esse caminho alternativo de usar dinheiro próprio e vindo de campanhas da internet. A gente, com esse filme, queria mostrar que isso é possível."

 

Rafael Primot, diretor do longa, já começou a testar esse formato, na verdade, com o bom e experimental Gata Velha Ainda Mia. Nele,  houve limitação de cenários e de tempo de testes para diminuir o orçamento.  Neste,  a coisa não  foi muito diferente: o filme se passa apenas em três cenários  --  tendo apenas umas duas cenas externas  --  e as atrizes principais são conhecidas de Primot. 

 

"Tenho  a alegria de conhecer essas atrizes há algum tempo,  permitindo que  as gravações fossem mais ágeis e a gente pudesse  desinflar  os custos  da produção",  disse o diretor ao citar, além de  Débora e Marjorie,  as veteranas  Gilda Nomacce  (Meu Amigo Hindu) e Maria Luisa Mendonça (O Homem do Futuro).  O valor  exato da produção não foi revelado durante coletiva -- já que é de iniciativa privada --, mas foram usadas apenas sete diárias pra rodar todo longa.

 

O modelo de distribuição também não será diferente. Afinal, o final nasceu independente e continua independente até chegar  às salas de cinema.  "O plano de distribuição é ousado", disse Gaggini. "Pretendemos levar o filme à 20 capitais na primeira semana e em algumas cidades menores.  Em São Paulo e Rio de Janeiro,  teremos algo em torno de duas ou três salas. E aí, a partir de junho,  como somos uma produção parceira do Canal Brasil, o filme entra no NOW".

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

Posts Recentes
Please reload

Arquivo
Please reload

Publicidade