Os 5 piores filmes de 2019 até o momento

11/07/2019

2018 foi um ano um tanto quanto apático nos cinemas. Teve uma ou outra coisa original, mas já no meio do ano advertimos de que as coisas poderia ser bem mais decepcionantes do que parecia. Já agora, em 2019, as coisas estão andando de maneira bem mais feliz. Há projetos mais autorais e criativos tomando forma e fazendo com que as salas de cinema sejam contempladas de maneira mais completa. E, principalmente, há boas histórias vindas de todos os lados, gêneros, países, escolas de cinema e etc.

 

Por isso, felizmente, foi difícil fazer a seleção de 2019. E não por uma farta oferta, mas pela ausência de produções realmente ruins. Alguns filmes decepcionaram, mas não mereciam chegar ao top 5. E selecionamos considerando a data de lançamento no Brasil -- se o filme é de 2018, mas chegou ao Brasil só neste ano, ele entra na lista. Se você tiver alguma sugestão ou crítica sobre a lista, deixe nos comentários! O Esquina quer saber mais sobre a opinião das pessoas neste primeiro semestre de 2019 nos cinemas.

 

5.

 

 


 

 

Título: A Rebelião

Direção: Rupert Wyatt

Elenco: John Goodman, Ashton Sanders, Jonathan Majors

Nota do filme: 3,4

        1. Originalidade: 5,0

        2. Qualidade Técnica: 5,0

        3. História: 1,0

        4. Atuações: 4,0

        5. Caráter Mobilizador: 2,0

 

Justificativa: Um grande problema de um filme é ser esquecível. Afinal, se você assistir um filme e não lembrar nada tempos demais, há um problema grave ali -- falta de criatividade, ausência de boas ideias, etc. E esse é o caso de A Rebelião. Apesar de ter o diretor Rupert Wyatt (Planeta dos Macacos: A Origem) no comando e o veterano John Goodman (O Grande Lebowski) no elenco, a produção consegue acertar apenas em algumas ideias interessantes e na qualidade dos efeitos especiais. O resto é sofrível. Não dá pra entender bem a história, que se embola numa trama de aliens com espionagem. E, nem seis meses depois, já é difícil de lembrar detalhes dessa trama.

 

4. 

 


 

 

 

Título: As Filhas do Fogo

Direção: Albertina Carri

Elenco: Disturbia Rocío, Violeta Valiente, Rana Rzonscinsky

Nota do filme: 3,3

        1. Originalidade: 5,0

        2. Qualidade Técnica: 5,5

        3. História: 1,0

        4. Atuações: 3,0

        5. Caráter Mobilizador: 2,0

 

Justificativa: Se A Rebelião foi o filme mais esquecível do ano, As Filhas do Fogo foi o mais constrangedor. Afinal, este longa argentino de Albertina Carri é um pornô lésbico sem propósito. Ou melhor: que não atinge sua proposta. A cineasta disse por aí que queria fazer um pornô para questionar o gênero. Mas o que mais acontece aqui é reproduções do cinema pornográfico, com erotização sem sentido, visão distorcida de relações sexuais entre mulheres e cenas que estão ali só pra chocar. A vontade era levantar no meio do filme, mas a vergonha de sair no meio do espetáculo de Carri era maior. Difícil entender o que Carri quis com isso. E mais: o que fez a Vitrine distribuí-lo.

 

3.

 

 

 

 

 

 

Título: O Homem que Matou Don Quixote

Direção: Terry Gilliam

Elenco: Jonathan Pryce, Adam Driver, Jason Watkins

Nota do filme: 2,8

        1. Originalidade: 4,0

        2. Qualidade Técnica: 5,5

        3. História: 0,5

        4. Atuações: 3,0

        5. Caráter Mobilizador: 1,0

 

Justificativa: Uma pena que este filme do ótimo Terry Gilliam, que demorou cerca de 30 anos para sair do papel, seja essa bomba que é. Afinal, por mais que seja pretensioso em sua proposta, O Homem que Matou Don Quixote é um filme que vai do nada para lugar algum. Não apresenta uma proposta interessante. É confuso, chato, a história não se sustenta. Por mais que Driver e Pryce se esforcem na tela, e Gilliam saiba como enquadrar e produzir uma história. Uma pena. A única vontade que chega ao assistir este filme é dormir longamente, até o filme terminar. Dura 2h12. Mas parece meses.

 

2.

 

 

 

 


Título: A Sereia

Direção: Svyatoslav Podgaevskiy

Elenco: Viktoriya Agalakova, Efim Petrunin, Sofia Shidlovskaya

Nota do filme: 2,8

        1. Originalidade: 4,0

        2. Qualidade Técnica: 0,5

        3. História: 1,5

        4. Atuações: 0,5

        5. Caráter Mobilizador: 0,5

 

Justificativa: Este terror russo chegou ao Brasil pelas mãos da Paris Filmes tentando repetir o sucesso de A Noiva, por exemplo. São produções baratas, notadamente ruins, e que acabam gerando um burburinho pelo simples fato de ser um filme de horror russo. Só que enquanto os outros longas russos lançados pela Paris são divertidos, este aqui é um horror -- literal e metaforicamente. A Sereia não acerta em absolutamente nada. Tudo causa uma vergonha instantânea. E pior: a distribuidora ainda optou por dublar o filme em inglês, colocando três camadas entre as atuações e o espectador. Pelo menos a ideia de colocar uma sereia como o ser principal da trama de terror é interessante.

 

1.

 

 

 

 

 

Título: After

Direção: Jenny Gage

Elenco: Josephine Langford, Hero Fiennes Tiffin, Khadijha Red Thunder

Nota do filme: 0,7

        1. Originalidade: 0,5

        2. Qualidade Técnica: 0,0

        3. História: 1,0

        4. Atuações: 1,5

        5. Caráter Mobilizador: 0,5

 

Justificativa: Difícil algum filme superar essa bomba atômica. Tentativa de adaptação de um romance juvenil, livremente inspirado em Cinquenta Tons de CinzaAfter não acerta em absolutamente nada. Apesar de Josephine Langford ser esforçada, as coisas saem do trilho rapidamente. A câmera não acerta enquadramento, Hero Fiennes Tiffin parece um robô programado para repetir falas e nada, absolutamente nada é original -- a não ser uma ou outra mudança diferente entre o livro e o filme. E ainda estão pensando em fazer sequência! Meu Deus do céu! Fique longe. Essa bomba é daquelas radioativas.

 

*****

 

* Menções honrosas: Máquinas Mortais, Eu Sou Mais Eu, O Último Trago, Hellboy, Calmaria, MIB: Homens de Preto - Internacional, Obsessão.

 

** Em caso de empate, o Esquina compara as notas conforme ordenadas na lista acima, indo de originalidade para qualidade técnica, depois história, para atuações e, por fim, caráter mobilizador.

 

*** As notas diferem entre listas de rankings por conta da diferença dentro de seus universos. A nota de qualidade técnica pode fica maior na lista nacional por conta da comparação direta com outros concorrentes, enquanto diminui no ranking mundial.

 

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