‘Projeto Flórida’ e ótimo documentário nacional chegam aos cinemas

01/03/2018

A primeira semana de março já começa agitada. A apenas três dias da grande premiação da sétima arte, os cinemas irão receber um dos mais injustiçados da temporada e que deve, infelizmente, passar batido. Junto à ele, um ótimo documentário brasileiro abrilhanta salas de cinema, junto com uma despretensiosa comédia nacional. Um suspense e um terror dos EUA também chegam.

 

O Esquina, como já é de costume, juntou as principais estreias da semana, indicando do que se trata cada uma das produções e o que a imprensa está falando sobre os filmes por aí -- sejam elas impressões positivas ou negativas, é claro. Se você clicar nas palavras em azul, incluindo os títulos, será redirecionado para páginas com informações completas sobre o longa.

 

A Maldição da Casa Winchester

O elenco chama a atenção: Helen Mirren (A Dama Dourada) e Jason Clarke (Mudbound). E a história é interessante, já que se trata de acontecimentos verídicos que aconteceram na tal mansão Winchester. Mas as coisas boas param por aí. A imprensa está detonando o filme: Bárbara Zago, aqui do Esquina, disse que o longa-metragem é previsível e que "tenta dar medo, mas sem muito efeito". Uma estrela, apenas. A Variety foi ainda mais cruel. Disse que o filme "é uma bolsa vazia de um espetáculo de susto no qual os diretores nunca descobrem uma forma de transformar em um algo animador".

 

Cartas para um Ladrão de Livros

Depois do chatíssimo Paulistas, o documentário Cartas para um Ladrão de Livros surge para reviver os ânimos com o gênero no Brasil. Dirigido por Carlos Juliano Barros e Caio Cavechini, o longa documental acerta ao mostrar o "outro lado" de uma série de roubos de livros raros no País. O personagem desse outro lado é o ladrão Laessio Rodrigues de Oliveira, ex-ajudante de pizzaiolo. Aqui no Esquina, adoramos o resultado. "O filme une o lado humano de Laessio com os relatos pragmáticos de seus roubos. E o resultado é incrível." Nota 5. O Cinepop também aprovou o resultado. "É impossível não se conectar e perceber em muitos momentos a alma totalmente despida de um ser humano perdido."

 

Operação Red Sparrow

Outrora talentosa bailarina, Dominika Egorova (Jennifer Lawrence) encontra-se em maus bocados quando é convencida a se tornar uma Sparrow, uma sedutora treinada na melhor escola de espionagem russa. Após passar pelo árduo processo de aprendizagem, ela se torna a mais talentosa espiã do país e precisa lidar com o agente da CIA Nathaniel Nash (Joel Edgerton). Os dois, no entanto, acabam desenvolvendo uma paixão proibida que ameaça não só suas vidas, mas também as de outras pessoas. O The Playlist odiou o filme. "É a tentativa mais madura de Francis Lawrence na direção, mas também é uma porcaria". Já a Variety relativizou. "Jennifer Lawrence, nesse filme, mostra para você o que realmente é estrelar em uma tela do cinema."

 

Projeto Flórida

Filme independente e dirigido por Sean Baker, do ótimo TangerinesProjeto Flórida mostra o dia a dia de uma garotinha num hotel de beira de estrada na Flórida, à sombra da Disney. Lá, ela mora com a mãe, um tanto quanto imatura e irresponsável, e fica sob supervisão do zelador do local, interpretado por Willem Dafoe. Aqui no Esquina, consideramos que o filme é o mais injustiçado da temporada do Oscar. "É o grande injustiçado do Oscar, talvez por tratar de temas que sejam muito delicados para americanos. Mas não importa. A torcida agora é que o público descubra essa pérola". O Boston Globe também aprovou. "Projeto Flórida é um dos melhores filmes do ano".

 

Todas as Razões para Esquecer

Protagonizado por Johnny Massaro, Todas as Razões para Esquecer é uma comédia romântica às avessas, colocando um rapaz no protagonismo do filme e investigando os males do amor moderno -- principalmente no que concerne ao sofrimento masculino. Aqui no Esquina, gostamos do resultado, apesar de problemas que comprometem o filme como um todo. "O longa conta com boas sacadas, mas o tom genérico da história o torna esquecível." O Papo de Cinema tomou uma mesma direção. "Com uma mescla de referências que vão de Woody Allen a Noah Baumbach, o filme parece discutir, ainda que de forma leve e até superficial, como o ser humano se isola cada vez mais".

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