Ranking: os 15 melhores filmes de 2018

Infelizmente, 2018 não foi um ano excepcional para o cinema. Muitas produções medianas, como Aquaman Homem-Formiga e a Vespa, acabaram  ganhando destaque. Afinal, havia pouco a se celebrar. No entanto, pinçando alguns lançamentos ao decorrer dos doze meses, há alguns longas excepcionais e um punhados de produções excelentes. Abaixo, compilamos os destaques positivos de 2018. Não se esqueça de deixar o seu comentário com os filmes preferidos do ano.

 

Ah, e lembre-se: o Esquina avalia apenas os filmes lançados no Brasil em 2018. Afinal, por mais que muitos filmes da lista sejam de 2017, o que vale é o ranking do País no qual vivemos e do qual estamos falando. O mesmo vale para todos os rankings do site.

 

15.

 

 

 

 

 

 

Título: A Morte de Stalin

Direção: Armando Iannucci

Elenco: Steve Buscemi, Jeffrey Tambor, Simon Russell Beale

Nota do filme: 9,1

        1. Originalidade: 8,5

        2. Qualidade Técnica: 9,5

        3. História: 10,0

        4. Atuações: 9,5

        5. Caráter Mobilizador: 8,0

 

Justificativa: É um dos filmes do ano. A Morte de Stalin mostra os bastidores da morte de Stalin e a confusão dos políticos ao redor das decisões políticas que precisavam ser tomadas. É hilário e cheio de situações improváveis, mas muito divertidas. Iannucci é mestre em construir tais situações na tela e o elenco corresponde às exigências. Buscemi (O Grande Lebowski) está hilário, assim como Tambor (Transparent) e Jason Issacs (O Patriota). Beale, enquanto isso, encarna um antagonista real e que ajuda a equilibrar a trama. Filmaço. Crítica completa AQUI.

 

14. 

 

 

 

 

 

 

Título: Trama Fantasma

Direção: Paul Thomas Anderson

Elenco: Daniel Day-Lewis, Vicky Krieps, Lesley Manville

Nota do filme: 9,1

        1. Originalidade: 9,0

        2. Qualidade Técnica: 10,0

        3. História: 8,5

        4. Atuações: 10,0

        5. Caráter Mobilizador: 8,0

 

Justificativa: Não é surpresa um filme de PTA estar na lista de melhores do ano. Afinal, ele é o responsável por obras-primas como MagnóliaSangue Negro e Boogie Nights. E em Trama Fantasma, essa qualidade é visível. Tudo ali trabalha em sintonia para criar uma história estranha, mas que causa grande impacto em seu desenvolvimento. Destaque, também, para a atuação impecável de Daniel Day-Lewis, que merecia o Oscar de Melhor Ator e que, segundo ele, é o último papel de sua carreira. Uma pena, já que é o melhor profissional em atividade. Mas, pelo menos, fechou com chave de ouro. Crítica

 

13.

 

 

 

 

 

 

 

Título: Vingadores: Guerra Infinita

Direção: Anthony Russo e Joe Russo

Elenco: Robert Downey Jr., Josh Brolin, Chris Evans

Nota do filme: 9,1

        1. Originalidade: 9,0

        2. Qualidade Técnica: 10,0

        3. História: 9,5

        4. Atuações: 9,0

        5. Caráter Mobilizador: 8,0

 

JustificativaBlockbuster do ano, Vingadores: Guerra Infinita é o resultado da megalomania da Marvel nas telonas. Todos heróis reunidos para combater o maior -- e talvez o único bom -- vilão do universo cinematográfica. As cenas são de tirar o fôlego, há algumas boas ousadias visuais e a conclusão é estarrecedora. Difícil não se empolgar com a história e com as possibilidades que se abrem para esse universo compartilhado -- que estúdio nenhum soube fazer igual. Crítica completa AQUI.

 

12. 

 

 

 

 

 

 

Título: Unicórnio

Direção: Eduardo Nunes

Elenco: Bárbara Luz, Patrícia Pillar, Zé Carlos Machado

Nota do filme: 9,1

        1. Originalidade: 9,5

        2. Qualidade Técnica: 10,0

        3. História: 9,0

        4. Atuações: 8,5

        5. Caráter Mobilizador: 8,5

 

Justificativa: Ainda que o terror esteja numa crescente na produção cinematográfica nacional, há ainda poucas apostas no gênero da fantasia. Unicórnio, lindíssima produção mineira de Eduardo Nunes, flerta com o onírico para contar a história de uma família que parece despedaçada. Há poucas respostas imediatas para o que se desenrola na tela, mas as coisas, aos poucos, vão se encaixando e mostrando uma faceta extremamente criativa e rara no cinema nacional. A qualidade técnica da câmera de Nunes, que deixa tudo ainda mais brilhante e fantasioso, faz com que Unicórnio seja um dos destaques de 2018. Crítica completa do filme AQUI.

 

11. 

 

 

 

 

 

 

Título: Hereditário

Direção: Ari Aster

Elenco: Toni Collette, Milly Shapiro, Alex Wolff, Gabriel Byrne

Nota do filme: 9,1

        1. Originalidade: 10,0

        2. Qualidade Técnica: 9,0

        3. História: 9,0

        4. Atuações: 9,5

        5. Caráter Mobilizador: 8,0

 

Justificativa: Parece que todo ano consegue ter um grande filme de terror para chamar de seu. O de 2018 tem seu dono: é o original Hereditário, do cineasta estreante Ari Aster. Com um ar de A Bruxa, o longa-metragem apresenta uma família que passa a ser assombrada após a morte da avó, uma mulher misteriosa e que não tinha grande contato com a família. Além do clima aterrorizante e tenso do filme, Hereditário consegue emplacar um bom drama familiar encabeçado pela atuação acima da média de Toni Collette. Crítica AQUI.

 

10.

 

 

 

 

 

 

 

Título: A Vida Extra-Ordinária de Tarso de Castro

Direção: Zeca Brito e Leo Garcia

Elenco: Tarso de Castro, Jaguar, Caetano Veloso

Nota do filme: 9,2

        1. Originalidade: 8,5

        2. Qualidade Técnica: 9,0

        3. História: 9,5

        4. Atuações: 9,5

        5. Caráter Mobilizador: 9,5

 

Justificativa: Não canso de falar e repetir: o documentário A Vida Extra-Ordinária de Tarso de Castro é um filmaço. Ousado e de narrativa pouco usual para um documentário que precisa recorrer às entrevistas, o longa-metragem aposta numa narrativa dinâmica e em estratégias que deixam viva a curiosidade e o ânimo do espectador com relação à vida do falecido jornalista Tarso de Castro, responsável por criar o histórico jornal O Pasquim. É um filme que, de fato, faz mais sentido ao meio jornalístico, mas que é um alento ao público brasileiro. Crítica completa AQUI.

 

 

9.

 

 

 

 

 

 

Título: Custódia

Direção: Xavier Legrand

Elenco: Denis Menochet, Léa Drucker, Thomas Gioria

Nota do filme: 9,2

        1. Originalidade: 9,0

        2. Qualidade Técnica: 9,0

        3. História: 9,5

        4. Atuações: 9,5

        5. Caráter Mobilizador: 9,0

 

Justificativa: Legrand, até então, era responsável apenas por um curta mediano, o Avant que de tout perdre. Que boa surpresa a sua estreia em longas. Custódia é um thriller familiar sobre um garoto que se vê no meio da separação de seus pais. O grande problema é que o pai (Menochet) não aceita o divórcio e nem quer ficar longe do garoto. Além da direção documental e com boas sacadas narrativas, o roteiro segue uma linha esperta e as atuações -- principalmente do menino Thomas Gioria -- são marcantes. Isso sem falar do final, que tira o fôlego. Crítica completa AQUI.

 

8.

 

 

 

 

 

 

Título: Benzinho

Direção: Gustavo Pizzi

Elenco: Karine Teles, Adriana Esteves, Otávio Muller

Nota do filme: 9,2

        1. Originalidade: 9,0

        2. Qualidade Técnica: 9,0

        3. História: 9,5

        4. Atuações: 10,0

        5. Caráter Mobilizador: 8,5

 

Justificativa: É o filme nacional do ano. Não por ter uma trama extremamente complexa ou por usar técnicas avançadas na direção. Mas por ser essencialmente brasileiro. A mãe, vivida por Karine Teles, sofre com o filho mais velho indo morar no exterior. Mas, ainda assim, precisa fazer o papel de mãe responsável e com tudo sob controle por conta dos dois mais novos. Ao mesmo tempo, precisa arrumar tempo e disposição para ajudar a irmã, vítima de violência doméstica, e para dar força ao marido, que sonha em deixar seu pequeno negócio de lado e embarcar numa grande empresa. É o retrato perfeito da classe média brasileira, da vida de milhões de pessoas. É o filme do ano e que, sem dúvidas, merecia a indicação nacional ao Oscar. Crítica completa AQUI.

 

 

7.

 

 

 

 

 

 

 

Título: Uma Noite de 12 Anos

Direção: Álvaro Brechner

Elenco: Antonio de La Torre, Chino Darín, Alfonso Tort

Nota do filme: 9,2

        1. Originalidade: 9,0

        2. Qualidade Técnica: 10,0

        3. História: 9,5

        4. Atuações: 8,5

        5. Caráter Mobilizador: 9,0

 

Justificativa: Este é daqueles filmes que surgem de maneira silenciosa, quase sem ser notado, e arrebata a audiência de maneira indelével. Uma Noite de 12 Anos é um delicado e sensível filme de Álvaro Brechner que fala sobre os doze anos de prisão de  José Mujica, Mauricio Rosencof e Eleuterio Fernández Huidobro, ativistas políticos que são perseguidos pelo regime militar do Uruguai. Além das boas atuações e da história impactante, o longa-metragem impressiona pelo apuro técnico de Brechner, que une um visual marcante e uma trilha sonora emocionante. Lindo filme. Crítica AQUI.

 

6.

 

 

 

 

 

 

Título: Três Anúncios para um Crime

Direção: Martin McDonagh

Elenco: Frances McDormand, Sam Rockwell, Woody Harrelson

Nota do filme: 9,2

        1. Originalidade: 9,5

        2. Qualidade Técnica: 9,5

        3. História: 9,0

        4. Atuações: 10,0

        5. Caráter Mobilizador: 8,0

 

JustificativaA Forma da Água levou a melhor no Oscar, mas Três Anúncios para um Crime, no conjunto, é superior -- não é à toa que o Esquina o colocou à frente do longa de Del Toro. O filme acerta com perfeição na maioria de seus aspectos, indo de um elenco excepcional capitaneado por McDormand, indo para a direção leve de McDonagh e a história cheia de camadas, meandros e inflexões. É a melhor produção das que concorreram na categoria de Melhor Filme -- e, pensando no Oscar como um todo, só é batida pelo excepcional Projeto Flórida, que vem logo a seguir. Crítica completa, AQUI.

 

5.

 

 

 

 

 

 

 

Título: Projeto Flórida

Direção: Sean Baker

Elenco: Brooklynn Prince, Willem Dafoe, Bria Vinaite

Nota do filme: 9,3

        1. Originalidade: 9,0

        2. Qualidade Técnica: 9,0

        3. História: 10,0

        4. Atuações: 9,0

        5. Caráter Mobilizador: 9,5

 

Justificativa: Sean Baker já tinha acertado com o ótimo Tangerines, gravado inteiramente com um iPhone. E agora, em 2018, o cineasta independente volta aos holofotes com o excepcional Projeto Flórida, filme injustamente esnobado do Oscar que mostra a rotina de uma criança (Prince) com sua mãe (Bria) num hotel de beira de estrada colado à Disney, em Orlando. A história é real, impactante e possui uma forte dualidade. Só perde alguns pontos por conta do final descolado, apesar de inteligente. Crítica completa AQUI.

 

4.

 

 

 

 

 

 

 

Título: Arábia

Direção: Affonso Uchoa e João Dumans

Elenco: Aristides de Souza, Murilo Caliari, Renata Cabral

Nota do filme: 9,3

        1. Originalidade: 9,0

        2. Qualidade Técnica: 9,0

        3. História: 10,0

        4. Atuações: 8,5

        5. Caráter Mobilizador: 10,0

 

Justificativa: Por pouco -- muito pouco -- que Arábia não encabeçou este rico e diverso ranking. Com uma produção que chama a atenção pelo apuro técnico, o longa-metragem da dupla Affonso Uchoa e João Dumans vai na linha do neorrealismo brasileiro ao colocar um ator não-profissional (Aristides de Souza) na pele de um operário que circula pelo Brasil em busca de uma oportunidade. É real, é visceral, é bem feito. Arábia é uma aula de como fazer bons filmes e, principalmente, como é bom olhar para camadas sociais que recebem pouca atenção do cinema. Rende pérolas como essa. Crítica completa AQUI.

 

 

3.

 

 

 

 

 

 

Título: Canastra Suja

Direção: Caio Sóh

Elenco: Marco Ricca, Adriana Esteves, Bianca Bin

Nota do filme: 9,3

        1. Originalidade: 9,0

        2. Qualidade Técnica: 9,0

        3. História: 10,0

        4. Atuações: 9,5

        5. Caráter Mobilizador: 9,0

 

Justificativa: Caio Sóh é um cineasta que vem se superando a cada novo filme. Começou com o pé direito no polêmico e surpreendente Teus Olhos Meus, depois inovou com o fantasioso Minutos Atrás e, recentemente, trouxe o bom Por Trás do Céu. Agora, ele chega ao ápice de sua carreira com o sensacional Canastra Suja. Com um tom quase documental, o filme mostra a rotina de uma família carioca repleta de problemas: o pai é alcoólatra, a mãe é viciada em bomba, os filhos mais velhos não têm perspectivas de vida e a filha mais nova tem autismo. Assim, Sóh constrói uma narrativa dura, com boas reviravoltas, que mostra que nem tudo é o que parece ser. Filmaço.

 

2.

 

 

 

 

 

 

Título: Culpa

Direção: Gustav Möller

Elenco: Jakob Cedergren, Jessica Dinnage, Johan Olsen

Nota do filme: 9,3

        1. Originalidade: 9,0

        2. Qualidade Técnica: 10,0

        3. História: 9,5

        4. Atuações: 9,0

        5. Caráter Mobilizador: 9,0

 

Justificativa: A premissa de Culpa lembra um pouco o blockbuster de ação Chamada de Emergência. Na trama, um policial do sistema de emergência atende uma chamada e logo se vê envolvido em um possível sequestro. O grande acerto do cineasta Möller, aqui, é o foco na atuação do excepcional Cedergren e no trabalho de voz de seu elenco. O espectador sente desespero por tudo que está acontecendo sem nem ao menos ver os personagens de perto. É um trabalho marcante de som, de direção e de elenco. Crítica.

 

1. 

 

 

 

 

 

 

Título: Roma

Direção: Alfonso Cuarón

Elenco: Yalitza Aparício, Marina de Tavira, Nancy García

Nota do filme: 9,5

        1. Originalidade: 8,5

        2. Qualidade Técnica: 10,0

        3. História: 9,5

        4. Atuações: 9,5

        5. Caráter Mobilizador: 10,0

 

Justificativa: É o filme do ano. Cuarón, depois de mostrar sua qualidades em grandes longas de diferentes gêneros, se volta para a origem de sua vida e conta uma história de época, mas que continua extremamente atual. Com planos elegantes de câmera, uma fotografia de abrir a boca e atuações naturais, Roma mostra a jornada de uma doméstica, na casa de uma família de classe média do México nos anos 1980, enquanto o País passa por um momento delicado. Tudo ali funciona e Cuarón entrega algumas das cenas mais marcantes do cinema em 2018 -- o que dizer de Yalitza enfrentando as ondas? Crítica completa AQUI.

 

Menção Honrosa

 

Infiltrado na Klan (9,0); O Ódio que Você Semeia (9,0), O Beijo no Asfalto (9,0); Cartas para um Ladrão de Livros (8,9); Bohemian Rhapsody (8,9); Sem Amor (8,8); Tully (8,8); O Processo (8,8); Ilha dos Cachorros (8,7); Rasga Coração (8,7); 120 Batimentos por Minuto (8,7); Aos Teus Olhos (8,7); Jogador Número 1 (8,6); Um Lugar Silencioso (8,5); Buscando... (8,5); Legalize Já! (8,5); Me Chame Pelo Seu Nome (8,5); A Forma da Água (8,5); Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo (8,5); 1945 (8,4); As Boas Maneiras (8,4); O Grinch (8,4); Halloween (8,4); Nasce uma Estrela (8,4); A Casa que Jack Construiu (8,3); Lady Bird (8,3); Podres de Ricos (8,3); Os Incríveis 2 (8,3); Paddington 2 (8,3); Pantera Negra (8,2); A Noite do Jogo (8,1); Jumanji: Bem-Vindo à Selva (8,0); Missão Impossível: Efeito Fallout (8,0).

Observações

 

* Para desempate, seguiu-se a ordem de notas: originalidade, qualidade técnica, história, atuações e caráter mobilizador.

** Algumas notas mudaram de outros ranking, com filmes similares, por conta de contexto. Benzinho, por exemplo, ficou na frente de Canastra Suja no ranking nacional. Mas isso pensando no contexto brasileiro. No ranking mundial, os parâmetros são diferentes.

*** Os filmes Como Você me Vê?, O Carma de um Assassino, O Filho Uruguaio, Uma Temporada na França, Uma Escala em Paris, Bonifácio: O Fundador do Brasil, Cachorros, Virgens Acorrentadas, A Destruição de Bernardet, Vende-se Esta Moto, My Name is Now, Elza SoaresA Excêntrica Família de Gaspard não foram avaliados.

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