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  • Matheus Mans

Crítica: 'After: Depois do Desencontro' é filme que não se justifica


Cá entre nós, a franquia After nunca foi conhecida por suas histórias. No entanto, pelo menos dá pra lembrar (ainda que vagamente) o que aconteceu nos dois primeiros filmes. No inicial, o público é apresentado para esse casal formado por Hero Fiennes Tiffin e Josephine Langford, que se conhece e se apaixona. No segundo, acontecem as primeiras idas e vindas do casal.


Agora, em After: Depois do Desencontro, fica evidente: não há mais história alguma para ser contada. No terceiro capítulo da franquia, inspirado em um livro de Anna Todd, acompanhamos o casal Hardin e Tessa nos desdobramentos de seu relacionamento. O casal está abalado, assim como a confiança um no outro, principalmente após os acontecimentos vistos no segundo filme.


Além disso, ambos estão passando por problemas familiares. Ela voltou a ter algum contato com o pai, viciado em álcool e afastado da família já há alguns anos -- há, inclusive, um flashback um tanto quanto inexplicável. Ele, por outro lado, está passando por instabilidades ainda mais intensas conforme o relacionamento com a mãe avança e reviravoltas surgem.

E é isso. O filme não tem uma história, um plot, nada. Ao longo de 99 minutos, a produção fica andando em círculos. Os dois se afastam, ficam mal e, na fossa, se reaproximam. Quando voltam a se amar, surge algum outro empecilho que os afasta novamente. E por aí vai. A única coisa que muda é o que os afasta e os une: o flerte com o garçom, a amiga inesperada, o porre, etc, etc.


Não há um complicador nessa situação, nem algo que realmente movimente a história. Há até certa beleza escondida nesse vazio, que fala muito sobre as relações modernas de hoje em dia: o amor passageiro, as relações que se escondem e por aí vai. Mas, obviamente, a diretora

Castille Landon (Medo da Chuva) não consegue transformar esse material em algo interessante.


Afinal, mais do que uma história ruim, ela tem em mãos um problema que quebra qualquer possibilidade: um dos piores atores de sua geração em cena. Ainda que Langford se vire bem em cena, Hero Fiennes Tiffin continua sendo um completo desastre -- ainda mais neste filme, que não tem história e exige mais dos atores em cena. Alguns momentos dão vergonha alheia.


Enfim, After: Depois do Desencontro talvez seja o menos pior dos três filmes lançados até aqui. Talvez por ter menos história e menos possibilidade de erro. Mas, no final, fica aquela dúvida: pra que? Pra que mais um filme, pra que investir nessa história que simplesmente não encontra espaço para crescer e ir além? Seria hora de dar adeus. Só que já tem mais filmes vindo por aí...


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