• Matheus Mans

Crítica: 'Crazy Delicious', da Netflix, mistura gastronomia e criatividade


Não é de hoje que a Netflix decidiu investir em diversos conteúdos do mundo gastronômico em seu catálogo: Mandou Bem, para aqueles que querem dar uma boa risada com verdadeiros amadores da cozinha e seus resultados desastrosos; Sugar Rush, para os fãs da confeitaria que procuram algo para se impressionar; Final Table, para quem quer ver grandes chefs numa competição mundial pelo melhor prato. A lista é longa, mas o mais novo reality show, Crazy Delicious, que estreou na sexta-feira, 24 de junho, não deixa a desejar em relação aos outros.


Com uma proposta diferente e um cenário criativo e de tirar o fôlego, Crazy Delicious traz a cada episódio três cozinheiros amadores. A primeira etapa sempre consiste em destacar um alimento escolhido pelo programa. E não basta fazer um prato suculento e bonito, é preciso de criatividade. Aqui, o "fator uau" é essencial. O vencedor da primeira prova recebe 10 minutos a mais para a prova que acontece logo em seguida. Já as outras etapas são de reinvenção, que pode ser de um brunch, de um hambúrguer, de um churrasco. Qualquer grande refeição

Quanto ao estereótipo do chef grosseiro que xinga e grita, os jurados do programa vão na contramão. O espectador se pega criando afeição por eles. O júri é composto por Heston Blumenthal, Carla Hall e Niklas Ekstedt, que são intitulados deuses, e sempre usam branco. E o motivo disso é talvez o que mais chame atenção no programa todo: o cenário. Uma espécie de floresta encantada em que as coisas são comestíveis. Diferente de um MasterChef, em que os participantes vão fazer compras no mercado, em Crazy Delicious eles precisam "colher" sua própria comida. O prêmio é uma maçã dourada, também colhida diretamente da árvore. E saindo dessa floresta tem uma escada para o céu, onde ficam, obviamente, os deuses.


Ainda que seja difícil fugir dos moldes de uma competição culinária, as provas exigem dos participantes uma criatividade que não se vê em qualquer lugar. E, na maioria das vezes, os pratos estão à altura disso. Leve e divertido, Crazy Delicious aparece como mais uma opção de programas de gastronomia, mas não repetitiva. Pra ver, se divertir e pensar fora da caixa.

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