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  • Matheus Mans

Crítica: ‘Forman vs Forman’ é filme didático sobre Milos Forman


O cineasta Milos Forman foi um dos maiores nomes do cinema internacional. Nascido na Tchecoslováquia, o diretor acabou se valendo da pressão política de seu país e da falta de liberdade para se libertar nas telonas. E deu certo. É ele o responsável por títulos como O Estranho no Ninho, Hair, Amadeus, O Povo Contra Larry Flynt, dentre tantos outros.


Agora, o filme Forman vs Forman, selecionado para o É Tudo Verdade, busca fazer uma geral sobre a carreira do tcheco. Para isso, os diretores Jakub Hejna e Helena Trestíková se valem de uma intensa pesquisa de arquivo para colocar a história de Forman na boca de Forman. É, assim, um documentário todo narrado pelo cineasta em entrevistas passadas.

Com isso, é difícil não encontrar aqui um material completo e honesto sobre a vida e carreira do cineasta. É possível encontrar detalhes nunca antes revelados, passagens mais obscuras são clareadas e o não dito é dito. Sem dúvidas, é uma boa maneira de fãs e até mesmo curiosos de primeiro viagem conhecerem um pouco mais sobre Milos Forman.


No entanto, deve-se dizer que em termos de estética e narrativa, este é um filme que nada tem a ver com Forman. Afinal, Hejna e Trestíková não se arriscam em momento algum e produzem, aqui, um documentário absolutamente didático. Não há experimentações, não há proximidade com a narrativa colorida e ousada de Forman. É um filme estático, parado.


Com isso, aqueles fãs mais aguerridos, que conhecem Forman mais profundamente, vão se sentir entediados. Por mais que haja alguns momentos curiosos e algumas novidades, a maior parte do filme é uma linha do tempo sendo lida na tela. Mesmo tendo 70 minutos, acaba causando até mesmo certo cansaço. Não é um grande filme. Mas sim um bom relato. 

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