• Bárbara Zago

Crítica: 'Fine Line' é álbum íntimo e refinado de Harry Styles

Quem escuta o novo álbum de Harry Styles, Fine Line, pode até se esquecer que o britânico iniciou sua carreira com a boyband One Direction que, apesar de hits chicletes, ainda tinha muito para aprender. Agora, com melodias mais refinadas, Styles foi capaz de encontrar seu estilo musical e o fez de maneira admirável.


Dois anos após o lançamento de seu disco homônimo, o primeiro de sua carreira solo, Styles deixa um pouco de lado seu perfil rock'n'roll para arriscar-se num pop psicodélico. Ainda que seu soft rock romântico permaneça, o cantor traz músicas ousadas - como Adore You e Watermelon Sugar - honrando sua paixão pelo retrô.



Mesmo as músicas mais comerciais, como Lights Up e Adore You, têm sua beleza e se encaixam harmoniosamente dentro do conjunto. Das 12 faixas, apenas Canyon Moon destoa um pouco, aproximando-se de um estilo folk, até então inédito no repertório de Styles.


Inspirado em artistas como Elton John, David Bowie e Fletwood Mac, Styles se prova cada vez mais como um dos maiores ícones da geração, seja através de suas próprias canções ou pela coragem em desafiar os padrões de gênero. Redefinindo a masculinidade, o cantor expõe suas vulnerabilidades em Fine Line, especialmente após um término amoroso. Com muita força emocional, Falling é a música mais sincera do álbum e, arrisco dizer, a melhor.


Desde o início da carreira solo, Styles foi capaz de seguir o próprio caminho - caminho este que envolve um autoconhecimento poderoso, que fica explícito em Fine Line. Mais do que um álbum admirável, permite-nos conhecer o lado mais íntimo do cantor e é impossível não se encantar.