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  • Bárbara Zago

Crítica: 'Homicídio na Costa do Sol' é apenas mais um documentário criminal da Netflix


Nos últimos anos, a Netflix apostou boa parte de suas fichas em documentários criminais, como Don't Fuck With Cats e Cenas de um Homicídio: Uma Família Vizinha. Desta vez, a nova produção Homicídio na Costa do Sol conta a história do assassinato de Rocío Wanninkhof, uma jovem de 19 anos que foi brutalmente assassinada na Espanha em 1999.


Ainda que o crime choque por si só, o documentário foca também na condenação de Dolores Vazquez, uma ex namorada de Alicia Hornos, mãe de Rocío. Mesmo que pouco explorado, é possível ver como a homofobia foi um fator determinante na hora de encontrar um suspeito. Criou-se um personagem em cima de quem era Dolores e suas características "masculinas" ajudaram a lhe condenar.


Diferente de séries documentais da mesma categoria, que acabam tendo mais tempo para se aprofundar no caso, Homicídio na Costa do Sol tem apenas 98 minutos para resumir o que aconteceu e, talvez por conta disso, acaba tendo um roteiro bastante didático e sem muitas surpresas - ainda que exista uma reviravolta. A estrutura tradicional de imagens em câmera lenta, que antecede jornalistas e advogados falando sobre o caso, pode tirar a atenção do espectador.


Existe uma crítica clara ao sistema judiciário, que muitas vezes está muito mais preocupado em condenar do que necessariamente fazer justiça. Porém Homicídio na Costa do Sol não se aprofunda muito a respeito, como em O Desaparecimento de Madeleine McCann, por exemplo - e acaba tornando-se um documentário mediano, não se destacando dentre os inúmeros disponíveis na plataforma de streaming.


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