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  • Matheus Mans

Crítica: 'Super Urso: Um Resgate na Cidade Grande' é simpática animação


Sendo você cinéfilo ou não, é inevitável que a maioria das animações assistidas ao longo do ano seja de origem norte-americana. É de lá que vem produções da Disney, da Dreamworks e por aí vai. Por isso é tão interessante conhecer animações de locais como o próprio Brasil (Tito e os Pássaros), Europa (Jack e a Mecânica do Coração) e, é claro, o Japão, com o seu Studio Ghibli.


No entanto, agora, há um outro país asiático de olho nesse gênero nos cinemas: a China. O gigante asiático, assim como tem se debruçado sobre filmes de ação, agora também está dando atenção para as animações. E um bom exemplo é Super Urso: Um Resgate na Cidade Grande, que chegou ao público brasileiro por meio de um lançamento digital, como no NOW e iTunes.


Dirigido por Wang Qi, o longa-metragem acompanha a história de um pai-urso que vê seu filhote seu capturado por criminosos humanos para ser vendido no mercado negro. A partir daí, o pai se aventura na cidade grande para procurá-lo e, para salvar seu filho, ele se une ao cachorro Heng Te, um espião disfarçado. Uma típica jornada amorosa familiar, entre um pai e um filho.

A primeira coisa que salta aos olhos é a qualidade da animação. Como uma espécie de Masha e o Urso, o longa-metragem tem uma textura extremamente artificial. A movimentação não é natural, tudo se movimenta como se fosse um stop motion mal feito. É difícil, em um primeiro momento, mergulhar na história justamente pelos defeitos visuais aparentes bem ali na tela.


No entanto, não dá pra criticar tanto assim a história. Apesar de também ser um tanto genérica, como se fosse uma mistura estranha de Irmão Urso com Procurando Nemo, ela tem um tipo de feitiço interessante. Você torce por aquele pai-urso, extremamente mal articulado e artificial. Afinal, há algo de urgente que o diretor Wang Qi consegue extrair daquela trama tão banal e real.


Enfim, deve ser um divertimento gostoso para crianças, que se divertem com coisas similares como o já citado Masha e o Urso. Não é um grande filme, não é bem feito e os mais velhos devem se entediar com a trama. No entanto, no geral, dá para dar algumas risadinhas e, principalmente, entrar na história desse urso em uma busca tão emocional e simpática.

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