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  • Matheus Mans

Crítica: 'The Circle Brasil', da Netflix, acerta com bons participantes


Um Big Brother do mundo digital. Esta é a melhor definição possível para The Circle, reality show original da Netflix que coloca estranhos vivendo num mesmo prédio, como vizinhos. A grande sacada, porém, é que eles nunca se encontram. Sozinhos em seus apartamentos, eles criam perfis nas redes sociais e, desta maneira, podem se comunicar, interagir e até flertar.


Assim, nada impede que alguém crie um perfil falso -- o chamado catfish -- ou, ainda, aja de maneira não compatível com seu comportamento. É a mágica da internet na tela da televisão.


Depois disso, para sair, a casa coloca todos os participantes num ranking de preferência. Os dois mais votados se tornam influenciadores e podem escolher um dos participantes para bloquear -- ou seja, eliminar do jogo. É, em resumo, um reality show de estratégia e relacionamento. Quem souber criar a melhor imagem nas redes -- e não, necessariamente, verdadeira -- ganha o jogo.

Depois de uma acertada versão americana, elogiada aqui no 'Esquina', chega a vez de vermos as particularidades de The Circle Brasil. Apresentada por Giovanna Ewbank, esta nova versão do reality reutiliza o prédio americano com participantes que não poderiam ser mais brasileiros. Ao contrário do Big Brother Brasil, aqui a diversidade salta aos olhos e se torna natural na rotina.

E com essa diversidade de culturas e pensamentos, The Circle Brasil surpreende. Os personagens, ao contrário da versão americana, são "sangue nos olhos". As intrigas pipocam na tela, alguns dos participantes se tornaram verdadeiros "caçadores de fakes". Outros vivem a vida ao máximo, amando intensamento outros participantes ou criando vínculos que não existem.


É, em resumo, uma versão mais explosiva -- por mais que o programa americano tenha personagens mais queridos, como Joey e Sammy. O espectador fica vibrando na cadeira, animado com o que pode acontecer no próximo episódio. Os ganchos também são inteligentes e repetem fórmulas de sucesso da outra versão. As intrigas são ainda mais provocadas por aqui.


Até mesmo o grande problema do The Circle original -- o episódio final, que é um grande programa de auditório -- tem seu prejuízo reduzido por aqui. Afinal, por mais que Ewbank não seja uma grande apresentadora, ela parece ter mais intimidade com os participantes. Eles, afinal, se mostram à vontade, falam mais besteira e, acredite se quiser, causam mais intrigas.


No fim das contas, The Circle Brasil é um divertimento sob medida. A ideia é muito boa, é interessante notar a interação entre os participantes e, de alguma forma, há boas surpresas -- é ótimo ver como alguns participantes, um em específico, se transforma na frente das câmera. Agora é esperar por mais episódios, seja de qual nacionalidade for. O formato, afinal, funciona.

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