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  • Matheus Mans

Crítica: 'Guardiões da Galáxia Vol. 2' expande universo da franquia

Atualizado: 11 de jan.


Quando surgiu, em 2014, muitos duvidaram do sucesso de Guardiões da Galáxia. Formada por um humano, dois estranhos alienígenas, um guaxinim e uma árvore, a equipe era disfuncional e muito pouco conhecida pelo grande público, já acostumado com tramas do Capitão América e do Homem de Ferro. No entanto, a aposta arriscada da Marvel se mostrou bem sucedida e surpreendeu: hoje, é a quinta maior bilheteria do estúdio.

Não é à toa que a franquia acaba de ganhar um novo capítulo, o filme Guardiões da Galáxia Vol. 2. Com um mesmo elenco, encabeçado por Chris Pratt, o longa continua a acompanhar a jornada dos Guardiões na defesa da Galáxia -- numa mistura de heroísmo e oportunismo. No meio do caminho, no entanto, Peter Quill (Pratt) é surpreendido: seu pai, desaparecido há anos, ressurge e pede para que ele volte para casa.

A partir daí, a história se desenrola ao estilo já conhecido da franquia. Enquanto o drama absorve grande parte da trama, parte do universo busca se vingar e corre atrás do quinteto alienígena, que busca as melhores maneiras de se safar e resolver todos os problemas que os cercam, numa boa mistura de ação, ficção científica e humor. Tudo levado por um roteiro mais denso e complexo. “Os personagens estão mais trabalhados. Cada um tem uma história, um peso, uma motivação”, disse o diretor ao jornal O Estado de S. Paulo.

De fato. Neste novo capítulo da saga, todos personagens estão mais maduros -- até mesmo Baby Grooth. Eles estão mais desenvolvidos e com mais camadas. Chris Pratt está em seu melhor papel desde A Hora Mais Escura e surpreende pela alta carga dramática que conseguiu colocar em seu personagem. Surpreendentemente, porém, quem rouba a cena é o guaxinim Rocky, e que tem um bom trabalho de voz de Bradley Cooper. É um dos mais bem desenvolvidos e que mais acrescenta em termos de conteúdo.

Além disso, o roteiro do filme, escrito pelo próprio diretor James Gunn, começa a expandir todo o universo da franquia. Ao invés de apenas se concentrar nos personagens principais, a trama vai além e mostra novas espécies e personagens -- como Stakar Ogord, vivido por Sylvester Stallone na nova trama. Com esta aposta, a Marvel consolida os Guardiões e ainda abre possibilidades de expansão da franquia. O próprio diretor já afirmou que, se houver uma quarta produção sobre os Guardiões, será com novos personagens.

O único erro, talvez, seja a aposta arriscada da história em dividir as equipes. Ao invés de manter o grupo unido, como no primeiro filme, os Guardiões são separados em duplas e isso não surte o efeito esperado. Em alguns casos é divertido, em outros é chato e faz o filme perder o ritmo. Não deveriam ter arriscado tanto. Além disso, o filme possui uma ou outra piada que não encaixa — e que acaba virando momento de "vergonha alheia".

No final, porém, os acertos se sobrepõem aos erros e Guardiões da Galáxia Vol. 2 é torna uma experiência cinematográfica completa. Possui humor, ação, elementos de ficção científica. É a sequência que os fãs esperavam e que a franquia merecia. Agora, é inevitável a ansiedade para o próximo filme da saga. Para esperar, melhor ficar com a irretocável trilha sonora.

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