• Matheus Mans

'Baywatch': 6 motivos para assistir (e 1 para não assistir)


Adaptação cinematográfica de S.O.S. Malibu, série de sucesso dos anos 1990, Baywatch chegou aos cinemas na última quinta-feira, 15, e foi massacrado pela crítica. Na Veja, foi dito que o filme era o pior visto no cinema nos últimos anos — e, quiçá, na história -- e o Papo de Cinema disse que o filme não serve como “diversão nem para o último machão da Terra”.

No entanto, apenas poucos veículos viram que Baywatch não era para ser engraçado, nem ser um grande filme de reflexão. Afinal, a série dos vindouros anos 1990 não era assim. Ela era caricata, brega. Não é à toa que Pamela Anderson e David Hasselhoff caíram no total ostracismo -- ainda que Hasselhoff esteja fazendo muito sucesso como cantor e compositor na Alemanha.

Abaixo, listamos seis motivos que valem o tempo para assistir Baywatch. E claro, vale dizer: só leve isso em consideração se você quiser passar o tempo, se divertir com um balde de pipoca e assistir uma produção que não se leva a sério:

1. Dwayne Johnson

É divertido ver Dwayne Johnson fazendo comédias. Toda personalidade brava e assustadora vista em Velozes e Furiosos ou Terremoto entra em conflito quando o “The Rock” faz piadas e entra em situações absurdas, como em Um Espião e Meio, por exemplo. E em Baywatch este humor de Johnson é usado ao extremo, sem perder a graça. Afinal, vê-lo comandando uma praia ao “estilo linha-dura” e com as situações mais absurdas acontecendo ao seu redor é muito divertido de ver e rende boas -- e sinceras -- risadas. Só entrar no clima da personagem de Johnson.

2. Zac Efron

Após High School Musical, Zac Efron passou por uma fase complicada, quando ficou viciado em drogas e não encontrava o tom ideal no cinema -- só ver A Qualquer Preço ou Noite de Ano Novo, por exemplo. No entanto, nos últimos anos, ele percebeu que sua praia não é o drama, mas sim a comédia. Independente da qualidade dos filmes, Efron fez rir e divertiu em longas como Vizinhos, Tirando o Atraso e até em Namoro ou Liberdade. E em Baywatch, ele leva seu humor ao extremo ao fazer uma personagem ingênua, que faz sucesso apenas por conta de sua beleza. Impossível não rir com seu surto no necrotério, por exemplo, ou quando ele enfrenta Dwayne Johnson em uma competição.

3. Roteiro que não se leva a sério

O filme, dirigido por Seth Gordon (Uma Ladra Sem Limites), não se leva a sério em momento algum. Não há nenhum momento de seriedade, assim como era com a série nos anos 1990. E isso é maravilhoso para quem está buscando um divertimento, um escape para a rotina do dia a dia. Afinal, não é todo dia que o espectador quer refletir com algum longa-metragem argentino ou aproveitar o humor refinado do cinema francês. Às vezes, quer só pegar um balde de pipoca e se divertir. E é isso que Baywatch propicia em suas quase duas horas de projeção -- que parece um tempo exagerado, mas que passa voando.

4. “Eu sou oceânico”

Neste tópico, não vou entrar em muitos detalhes, já que pode estragar a experiência de quem vai assistir ao filme. No entanto, aí vai uma palhinha sobre o que se trata: em determinado momento, o "The Rock" está prestes a enfrentar uma outra personagem, em um momento de tensão. Só que, do nada, ele começa a fazer um discurso entusiasmado, louvando todos os elementos naturais que existem em uma praia. E aí, no final da cena, ele grita "sou oceânico", pega um gigantesco fogo de artifício nas mãos e o usa como uma espécie de bazuca. Cena inesquecível.

5. Pamela Anderson e David Hasselhoff

Os dois astros da série dos anos 1990 ressurgem em Baywatch, quase irreconhecíveis. Hasselhoff tem uma passagem coesa, num bom momento e que causa nostalgia. Já Pamela Anderson entra muda e sai calada, mas, ainda assim, é impossível não se divertir ao rever a estrela de outrora, e que agora está completamente fora dos holofotes.

6. Apelidos

Durante toda a trama, a personagem de Dwayne Johnson dá apelidos à Zac Efron, fazendo piadas com seu visual e, até mesmo, com trabalhos passados do ator -- como High School Musical. É criativo, divertido e uma ótima mostra de como Efron superou os erros do passado e agora começa a retomada de sua carreira.

O grande ponto negativo: excesso de sexualização

No entanto, nem tudo são flores. Aqui vai o motivo para não assistir: excesso de piadas sobre sexo, além do habitual excesso de sexualização das atrizes -- que usam maiôs e biquínis minúsculos. Além disso, vale ressaltar que nenhuma personagem feminina tem uma grande importância na trama, fazendo com que o filme vá na contramão de tudo que está sendo feito no cinema ultimamente.