• Matheus Mans

6 filmes para assistir no 'À La Carte', streaming do Belas Artes


O Petra Belas Artes, cinema fincado na Rua da Consolação, é conhecido por sua excelente programação. A curadoria, muito diversa e elegante, sempre traz um olhar atento sobre o que está circulando no mercado cinematográfico. Agora, esse mesmo cuidado do cinema de rua está disponível online com o À La Carte, serviço de streaming com curadoria do próprio Belas Artes.


Com uma ampla variedade de filmes, principalmente europeus, é possível encontrar produções de diferentes épocas, países, gêneros. Tem comédia, tem drama e até suspense. Claro: não há, aqui, filmes blockbusters ou grandes bilheterias da história do cinema. Mas há uma altíssima qualidade em tudo que é selecionado e apresentado ao espectador. E isso vale como ouro.


Assim, o Esquina selecionou algumas pérolas da plataforma. São filmes diversos, de diferentes épocas e origens, que valem a pena ser conhecidos ou até mesmo revisitados. Confira abaixo:


Filmografia de Éric Rohmer

Não é exatamente um filme, mas uma filmografia. O À La Carte disponibiliza grande parte dos filmes comandados pelo francês Éric Rohmer, conhecido por sua sensibilidade e profundas histórias de amor. Dentre os disponíveis, destacamos a chamada quadrilogia das estações: Conto de Outono, Conto de Inverno, Conto de Verão e Conto de Primavera. Sem uma conexão narrativa direta entre eles, os filmes encantam com histórias aparentemente banais sobre a vida na França. É uma delícia de assistir, além de oferecer um passeio completo por boas emoções.


Em Chamas

Filme coreano baseado numa história de Haruki Murakami e que fez barulho em 2018, quando estreou por aqui. Nele, acompanhamos a jornada de Jong-soo, um entregador que reencontra Hae-mi, uma antiga amiga que vivia no mesmo bairro que ele. A jovem está com uma viagem marcada para o exterior e pede para Jong-soo cuidar de seu gato enquanto está longe. Depois de um tempo, Hae-mi volta para casa na companhia de um jovem misterioso que conheceu na África. No entanto, o forasteiro tem um hobby peculiar, prestes a ser revelado aos amigos.


O Dia Depois

Hang Sang-soo é o melhor cineasta em mostrar histórias banais que parecem não chegar em lugar algum -- ainda que, no final, tenham um significado poderoso. Em O Dia Depois, ele segue essa fórmula o primeiro dia de trabalho de Areum em uma pequena editora. Bongwan, seu chefe, terminou há pouco tempo o relacionamento que mantinha com a funcionária que trabalhava ali anteriormente. É a deixa para uma situação constrangedora no escritório. Filmão.


O Gabinete do Dr. Caligari

Clássico dos clássicos, O Gabinete do Dr. Caligari definiu estilos, gêneros e grande parte do cinema desde sua estreia, em 1920. A trama, apesar disso, é simples: um homem, hipnotizador, se aproveita de um sonâmbulo para cometer crimes. O grande diferencial deste clássico está na ambientação, que exagera nas sombras e nas angulações para criar sentimentos conflitantes -- o tal expressionismo alemão. Verdadeira experiência cinematográfica, obrigatória para cinéfilos.


Lúcio Flávio, o passageiro da agonia

E tem clássico brasileiro também! Dirigido por Hector Babenco e estrelado por Reginaldo Faria, Lúcio Flávio, o passageio da agonia conta a história de um ladrão de bancos que monopolizou as manchetes dos jornais com assaltos audazes e fugas espetaculares. Pouco antes de morrer, revelou a um repórter detalhes sobre o envolvimento da polícia no mundo do crime. Essencial na história do cinema brasileiro, é um filme que ainda precisa ser descoberto por muitos.

Vá e veja

Filme poderoso da então União Soviética. Na trama, passada em 1943, o adolescente Floria, de uma aldeia bielorussa, encontra um velho fuzil e se junta ao movimento guerrilheiro de resistência contra os nazistas. Forte e contundente, o longa-metragem se debruça sobre a ocupação da Bielorrússia, de uma selvageria sem precedentes, e mostra ao mundo detalhes escondidos ou ignorados pelos livros. Necessário, é um filme que precisa ser assistido.

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