• Matheus Mans

7 filmes contemporâneos em preto e branco que você deve assistir


Em 1902, o cineasta inglês Edward Raymond Turner produziu o primeiro filme em cores que se tem notícia. Apesar de mostrar apenas cenas banais, o curta foi um grande passo para o cinema e o início, ainda que lento, da substituição das clássicas filmagens em preto e branco do cinema.

Hoje, vivemos na era do HD e 3D. Na tela, uma perfeição de imagem, possibilitando que enxerguemos todos os mínimos detalhes dos atores em cena. Assim, indo na contramão de tudo isso, surgem os filmes em preto e branco. Com a qualidade de fotografia constante na maioria das obras desse tipo, esse tipo de filme acaba encantando os espectadores com toda a poesia transformada em imagens que surge na tela. São verdadeiras obras de arte. E os longas que possuem uma boa história, então, deixam o encanto ainda mais profundo e eternizante.

Então, resolvi fazer uma lista dos 7 melhores filmes atuais que usaram o recurso do preto e branco. Como o conceito de atual é algo relativo, resolvi colocar como parâmetro filmes do século XXI. Obviamente, muitos filmes ficaram de fora. Por isso, comente e sugira filmes que em preto e branco deste século que não estejam na lista! Qual faltou? Qual o seu preferido?

Frances Ha (2013)

Greta Gerwig é uma atriz e diretora, hoje já consolidada após Lady Bird e Adoráveis Mulheres, que começou a fazer relativo sucesso após suas atuações em Para Roma Com Amor e Lola Versus. Porém, Frances Ha pode ser considerado seu melhor trabalho na frente das telas. É verdadeiramente encantador. A trama, simples, narra a vida de Frances, uma bailarina de pouco sucesso e com muitos problemas pessoais, mas que leva tudo com bom humor. É uma lição sobre juventude, amizade, fracasso. E o preto e branco deixa o clima ainda mais intimista.


Frankenweenie (2012)

Essa animação é um dos maiores sucessos da carreira do renomado diretor Tim Burton (do recente Dumbo e de Edward Mãos de Tesoura). Baseado num antigo curta do diretor, conta a história de um garoto que não aceita a morte de seu cãozinho. Sofrendo muito, começa a procurar uma solução nos livros e acaba achando o clássico Frankenstein, de Mary Shelley. Usando as mesmas técnicas do dr. Frankenstein, acaba trazendo o cão de volta a vida. O preto e branco acaba deixando o tom do filme ainda mais lúgubre, mas ainda com um toque de clássico.

A Fita Branca (2009)

Em minha opinião, o filme mais denso de todo a lista. Com a direção de Michael Haneke (do excepcional Amor), ele conta a história de um coral de crianças e adolescentes, cercados por diversos estranhos acontecimentos na vila onde moram, um antigo local de protestantes no norte da Alemanha. O preto e branco faz com que se entre ainda mais no clima da época, deixando-o ainda mais interessante e próximo de nós. Enfim, não é um filme fácil de assistir e muito menos de entender. Mas entra na lista de favoritos de qualquer um quando o compreende.

Nebraska (2013)

Meu filme preferido da lista. É o mais humano, sentimental, verdadeiro e profundo. Para isso, o diretor Alexander Payne narra a história de um senhor aposentado que recebe uma carta dizendo que ganhou R$ 1 milhão. Só que é um golpe publicitário, obviamente. Toda a família sabe e tenta desvencilhar o idoso da ideia de ir até Nebraska para resgatar seu prêmio. Porém, isso não acontece e ele acaba fazendo uma jornada em busca do dinheiro. Destaque para as atuações impecáveis e memoráveis de Bruce Dern, Will Forte e, principalmente, June Squibb.


O Artista e a Modelo (2012)

Filme pouco conhecido para o público em geral, mas um dos mais profundos e sensíveis da lista. Com uma fotografia impecável e uma direção inesquecível de Fernando Trueba, O Artista e a Modelo narra a relação entre um escultor octogenário e sua jovem e aparentemente inexperiente modelo. É uma história inicialmente simples, mas que faz com que o espectador se encante a cada cena, descobrindo vários detalhes. Destaque para a atuação de Jean Rochefort.


Febre do Rato (2012)

Filme nacional de uma qualidade altíssima e que só comprova como somos um dos grandes países do mundo na sétima arte. Febre do Rato, do diretor Cláudio Assis (do também ótimo Big Jato e de Baixio das Bestas), é intenso, profundo e extremamente perturbador. Para isso, ele narra a vida de Zizo (Irandhir Santos), um poeta anarquista com um desejo sexual intenso por Eneida (Nanda Costa), que se recusa a ter qualquer relação sexual ou amorosa com o poeta. A partir desse momento, ele fica desorientado por não conseguir saciar seus desejos com Eneida.


Tabu (2012)

Do diretor português Miguel Gomes (As Mil e o Uma Noites), Tabu é um filme melancólico, sensível, profundo. Daqueles que não é fácil de assistir inteiro direto ou apenas uma vez. Ele conta a história de Aurora, uma idosa que divide sua vida entre desconfianças de que sua empregada, Santa, realiza vodoo, e conversas com sua vizinha, Pilar. Quando a idosa falece, Pilar e Santa vão atrás de seu passado, que se revela mais misterioso a cada fato encontrado.

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