• Matheus Mans

'Círculo de Fogo' e simpática animação chegam aos cinemas


Mais uma semana de grandes estreias em Março -- penúltima em estreias. Os espectadores poderão encontrar diversos gêneros: desde dramas estrangeiros, passando por uma ótima animação e chegando até a continuação de um elogiado filme do diretor Guillermo del Toro. São muitas estreias.

O Esquina, como sempre, separou as seis principais estreias da semana e reuniu o que a imprensa especializada falar de melhor -- e pior. Além disso, se quiser saber mais sobre os filmes indicados, é só clicar no título da produção em azul negrito. Você será direcionado à página do IMDb.

Círculo de Fogo: A Revolta

Jake Pendergast (John Boyega) era um promissor piloto do programa de defesa, mas abandonou o treinamento e entrou no mundo do crime. Quando uma nova ameaça aparece, Mako Mori assume o lugar que era do pai no comando do grupo e precisa reunir uma série de pilotos. A imprensa está esculachando o filme. "O filme inutiliza o seu potencial técnico, na vaidade de expor os mais variados efeitos sem que estejam filiados ao seu discurso narrativo", disse o Observatório do Cinema. "O filme perde muito sem Guillermo del Toro", resumiu Luiz Carlos Merten, do Estadão.

A Melhor Escolha

Anos após causarem a prisão de Meadows (Steve Carell), os marinheiros Buddusky (Bryan Cranston) e Mulhall (Laurence Fishburne) recebem uma ligação do velho amigo pedindo que ambos o ajudem a trazer para casa o corpo do filho que foi morto na Guerra do Iraque. Aqui no Esquina, avaliamos o resultado como mediano. "O filme tem seus bons momentos e bons diálogos, mas a trama faz muito mais sentido para os americanos do que para a gente", diz a crítica Bárbara Zago. O The Playlist gostou. "Apesar do humor desigual, o filme tem fortes qualidades introspectivas", afirmou.

A Livraria

No final da década de 50, uma mulher recém-chegada em uma pacata cidade do litoral da Inglaterra decide abrir uma livraria. Contudo, sua iniciativa é vista com maus olhos pela conservadora comunidade local, que passa a se opor tanto a ela quanto ao seu negócio, obrigando-a lutar por seu estabelecimento. A imprensa se dividiu com o resultado. O Adoro Cinema deu duas estrelas. "Isabel Coixet utiliza uma linguagem acadêmica. Toda a narrativa é movida por diálogos, os personagens conversam em plano e contraplano", disse. Mas aqui no Esquina, a crítica Beatriz Marques aprovou. "Muito bem planejada, a fotografia surpreende nos momentos certos, sabendo quando mudar para conseguir transmitir o que o filme pede", disse.

A Odisseia

O aventureiro oceânico e cineasta francês Jacques-Yves Cousteau embarca em uma grande viagem. Com o passar dos anos, no entanto, seu amor pelo mundo submerso relega a segundo plano a mulher e os filhos. Quando cresce, Phillippe volta a bordo apesar da péssima relação com o pai e os dois precisam superar todas as diferenças e mágoas para sobreviver em alto-mar. "A complexidade de Jacques-Yves Cousteau é leviana, exatamente porque não supera uma oposição cartesiana entre atos bons e maus", disse o Papo de Cinema.

Château-Paris

Charles é um francês de origem africana, que passa o dia pelas ruas do bairro popular de Chateau D'Eau, em Paris. Ele tem a função de atrair novos clientes aos salões de beleza da região. No entanto, Charles sofre a concorrência de outro grupo, disputando a mesma clientela do bairro. O filme tem uma boa ideia, mas a premissa é desastrosa. "O longa se perde em muitas histórias e não foca em nada aparente", disse o Esquina. O Critikat concorda: "a direção de atores é hesitante demais, assim como a câmera que gira em torno deles o tempo inteiro sem saber onde parar. Isso deixa os atores num meio-termo prejudicial".

Pedro Coelho

Pedro Coelho é um animal rebelde que apronta todas no quintal e até dentro da casa do Mr. McGregor (Domhnall Gleeson), com quem trava uma dura batalha pelo carinho da amante de animais Bea (Rose Byrne). Aqui no Esquina, o resultado foi aprovado com quatro estrelas. "O filme tem algumas boas sacadas e o diretor mostra entusiasmo. Só não é melhor pois a história é genérica demais", disse o crítico Matheus Mans. O The Playlist também gostou. "O filme tem orgulho de ser tolo, repleto de toques estranhos, piadas sarcásticas e maliciosas", disse Will Ashton.

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