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  • Matheus Mans

Conheça ‘Afterimage’ e ‘Bye Bye Alemanha’, que chegam ao streaming


Na última semana, dois filmes chegaram às plataformas de VoD -- como NOW, Google Play e iTunes -- e com preços que variam entre R$ 6,90 e R$ 24,90. No entanto, mais do que só lançamentos para estas plataformas, os longas são destaques no ano. O drama biográfico Afterimage é o último trabalho do diretor Andrzej Wajda e conta a vida do importante pintor polonês.

O outro trabalho que entra nas plataformas é Bye Bye Alemanha, filme menor do cineasta Sam Garbarski, mas que tem um interessante bom-humor. Vale a pena conhecer. Por isso, o Esquina separou um espaço para contar um pouco mais das duas produções e, por meio de críticas rápidas e curtas, mostrar os motivos para assistir -- ou não -- os lançamentos do streaming.

Afterimage

Wladyslaw Strzeminski (Boguslaw Linda) é um artista de vanguarda polonês que superou todas dificuldades impostas pelas suas deficiências físicas - ele não possuía uma perna e um braço - e também o ódio, a indiferença e a crueldade dispensados pelas autoridades de seu país para se tornar um dos artistas mais reverenciados do século vinte, uma verdadeira força da natureza que batalhou com todas as forças para construir seu progressista e genial programa artístico.

Último filme de Andrzej Wajda, que morreu em outubro de 2016, tem um brilho especial. A história de Strzeminski, pouco conhecida aqui do lado ocidental, é emocionante na medida certa e conta com uma produção delicada e extremamente refinada, batendo de frente com outras grandes produções sobre pintores do século passado, como Sr. Turner ou, ainda, Sede de Viver.

Bye Bye Alemanha

Na história, acompanhamos David (Moritz Bleibtreu), um judeu que tenta sair da Alemanha após o fim da guerra, mas que tem seu visto negado. A solução, então, é se juntar a outros judeus para sobreviver em um cenário desolador, onde os alemães tentam entender tudo o que acabou de acontecer. Juntos, então, eles começam a vender produtos de cama, mesa e banho para alemães que perderam o filho nos conflitos, enquanto aguardam um meio de sair do país.

O filme tem alguns problemas de tom, colocando humor em momentos que não deveriam causar riso. Bleibtreu, porém, carrega o filme nas costas e consegue suavizar os problemas. Ao Esquina, o diretor Sam Garbarski disse que "o humor, em algumas situações no cinema, é importante para causar empatia no público e suavizar a história que estamos contando”.