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  • Matheus Mans

Crítica: 'A Protetora', do Telecine, é filme de ação genérico e sem originalidade


Que decepção é A Protetora, longa-metragem de ação que chega com exclusividade ao Telecine neste sábado, 20. Dirigido pelo cineasta japonês Ryûhei Kitamura, o filme não é nem sombra das outras produções provocativas e ousadas do cineasta -- O Último Trem e Azumi são os títulos mais conhecidos. Infelizmente, A Protetora é apenas apanhado do que já vimos de ação por aí.


Mas, como sempre, vamos por partes. A Protetora é daqueles filmes que, como Duro de Matar, se passa basicamente em um único lugar. Mais especificamente, em um hotel. Tudo vai bem por lá até que o porteiro do local (Aksel Hennie, de Mandalorian) facilita a entrada de assaltantes comandados por Jean Reno (O Profissional). O objetivo, é claro, é roubar alguma coisa do local.

No entanto, no meio do caminho tem Ruby Rose (Orange is the New Black). Nova porteira do local, ela tem uma relação íntima com um dos hóspedes e, no meio do assalto, acaba tomando as dores e assumindo a proteção daquela família. É como se fosse um John McClane moderno, que age nos bastidores de um assalto orquestrado para salvar as famílias e pessoas inocentes.


Assim, logo de cara, percebe-se como A Protetora não é um filme original. Como já citado, não há nada a ver com o restante da obra de Kitamura, que foge completamente de seu aspecto provocativo de outras produções. Ele abraça o genérico, faz uma maçaroca de elementos e de narrativas que já vimos antes e, enfim, não consegue se desgrudar de clichês do gênero.


Rose, Hennie e Reno trabalham no automático, com a consciência de que o filme não demanda muito esforço. Reno, principalmente, tem uma aura cansada. Parece que está apenas pensando nas contas que vai pagar com o salário de sua aparição. Enfim: nada trabalha em prol de A Protetora. É um filme esquecível, sem personalidade, que deve apenas divertir por momentos.

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