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  • Foto do escritorMatheus Mans

Crítica: 'After: Depois da Promessa' causa constrangimento alheio


A base do cinema é a história. O filme pode ser ruim, horrível, mas é indispensável que conte uma história, tenha uma trama -- e veja, nem precisa ser com começo, meio e fim. Por isso chega a ser até mesmo difícil, e um tanto quanto desafiador, falar de After: Depois da Promessa, longa-metragem que chegou aos cinemas brasileiros na última quinta-feira, 25 de agosto.


Dirigido por Castille Landon (Medo da Chuva), o longa-metragem começa exatamente de onde o terceiro capítulo terminou. Tess (Josephine Langford) e Hardin (Hero Fiennes Tiffin) estão em um momento complicado do relacionamento, já que as idas e vindas do relacionamento atrapalha o romance. Além disso, questões familiares estão afetando diretamente a vida dos dois.


Enquanto o outro ficou focado nessas brigas familiares, esse foca quase que unicamente na vida dos dois protagonistas -- ainda que tenha um acontecimento familiar trágico. Pode parecer um ponto positivo, visto que o longa-metragem anterior é tão interessante, mas não. After: Depois da Promessa, a partir desse foco no casal, perde o que há de mais importante: a sua história.

Não há qualquer tipo de trama nesse filme roteirizado por Sharon Soboil (do próprio After: Depois do Desencontro), que se perde nas idas e vindas do relacionamento desse casal. Oras, isso não é história digna de um filme. É um vazio narrativo tão grande, tão incômodo que se torna quase poético de tão nulo. É difícil, no final, compreender qual a trama desse longa.


A sensação é de que tudo que é contado aqui poderia caber em 15 minutos do filme anterior. Uma cena, depois uma passagem de tempo e outra cena já resolveria. Mas não. Preferem capitalizar em cima de uma franquia que parece já estar perdendo sua aderência junto ao seu próprio público, que era adolescente quando os livros foram lançados e hoje já cresceu.


Pelo menos Langford mantém a atuação razoável e Hero Fiennes Tiffin, talvez favorecido por essa ausência de trama, tem a sua melhor atuação na franquia. Não que ele esteja bem, ok? Hero é, sem dúvidas, um ator que ainda precisa de muito arroz e feijão. Mas não chega a atrapalhar a produção como nos outros filmes, quando simplesmente não segue a emoção.


After: Depois da Promessa, assim, é um filme vazio, sem propósito, que simplesmente não consegue mostrar que precisava existir. Pior ainda é saber que haverá um quinto filme, como se houvesse mais história pra contar. Pode até ter. Mas não deixa de ser uma canalhice lançarem tantos filmes vazios, que poderiam ser resumidos em 15 minutos, sem qualquer propósito.

 

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