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  • Matheus Mans

Crítica: 'Amor e Monstros', da Netflix, é filme divertido e despretensioso


De vez em quando é bom ver um daqueles filmes gostosos, sem muitas pretensões, apenas para passar o tempo, não é mesmo? Amor e Monstros, estreia original da Netflix no Brasil, segue justamente esse caminho. Dirigido de maneira leve por Michael Matthews (Guerreiros de Marselha), o longa-metragem cria um novo ambiente distópico impossível de não se divertir.


Na trama, o mundo foi tomado por insetos gigantes. Tudo isso por causa de uma série de medidas de cientistas para salvar a Terra de outras ameaças. Agora, todos os humanos sobreviventes precisam viver no subsolo e se defender como podem. É aí que conhecemos a história de Joel (Dylan O'Brien), um rapaz sem muitas habilidades que tenta sobreviver.


No entanto, ao invés de ficar quieto em seu canto (e em seu esconderijo), ele decide desarmar a barraca e ir atrás de um amor da época de antes do ataque dos insetos gigantes. É aí que surge uma das mais interessantes aventuras do ano, em que esse rapaz totalmente inapto foge de criaturas bizarras e perigosas. É difícil não embarcar na história e se deliciar com idas e vindas.

O'Brien repete uma performance bem parecida com a vista em Maze Runner, ainda que não exista o mesmo senso de liderança. Ele se sai bem nesse cenário desolador e distópico, encarnando bem o rapaz que corre para não ser devorado. Destaque também para o cachorro em cena, que vai muito além da muleta emocional que vemos em personagens caninos por aí.


No entanto, apesar da boa aventura e da boa atuação de O'Brien, Amor e Monstros não seria nada sem os efeitos especiais, corretamente garantindo uma indicação ao Oscar de Melhores Efeitos Especiais. A criação da atmosfera é certeira, possibilitando que haja essa mistura entre a narrativa divertida com o senso de urgência. Dá vontade de ver mais filmes, ou série, sobre isso.


Enfim: Amor e Monstros é o filme mais divertido de 2021 até agora, ao lado de Godzilla vs Kong. Tem problemas? Lógico que tem. Mas não tem problema. É um filme que se propõe a ser um passatempo em um final de semana qualquer. Matthews, ao lado de O'Brien, criou um universo com potencial nos cinemas. Quem sabe é a franquia que a Netflix estava procurando por aí?

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