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  • Matheus Mans

Crítica: 'Armadilha Explosiva' traz tensão e suspense dentro de um carro


A primeira meia hora de Armadilha Explosiva, longa-metragem que chegou aos cinemas na última quinta-feira, 16, exala tensão. Sob o comando do diretor Vanya Peirani-Vignes, a produção traz a história de uma mulher (Nora Arnezeder) que fica presa dentro de um carro com duas crianças. Presa? Como assim? É a típica história de sobrevivência em um ambiente limitado.


Afinal, Sonia, a tal protagonista, se vê presa numa armadilha: ela, que trabalha em uma empresa especialista em bombas, está dentro de um carro que pode explodir a qualquer minuto. O peso dela e das crianças são determinantes: se alguém sair dali, tudo vai para os ares. É tipo Celular: Um Grito de Socorro, em que um pequeno ambiente exige o máximo de seus personagens.

Como dito, os primeiros trinta minutos são excepcionais: Peirani-Vignes faz uma contagem regressiva em "tempo real", em que o avançar do filme também faz avançar o tempo até a bomba explodir. É desesperador, agoniante, caótico. O cineasta sabe filmar bem nesse espaço tão limitado, colocando a câmera na posição certa para que tudo fique ainda mais apertado.


No entanto, a beleza de Armadilha Explosiva para por aí. Depois desses primeiro trinta minutos, que acaba sem grandes surpresas, o longa-metragem perde força. O roteiro de Pablo Barbetti, que faz sua estreia nesse cargo, se perde: começa a trazer elementos genéricos, sem vida mesmo, e que colocam o filme em um rumo absolutamente previsível e sem encontrar o norte.


Termina mal. Muito mal. Mas, ainda assim, fica a sensação dos bons primeiros trinta minutos, a certeza de que há boas atuações aqui e, principalmente, a clareza de que existem boas ideias perdidas por aqui. Poderia ser melhor, muito melhor. Pelo menos dá para aproveitar a tensão que um carro, esse espaço tão limitado, pode causar em quem está do outro lado da tela.

 

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