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  • Matheus Mans

Crítica: 'Atentados em Londres' é documentário regular da Netflix


Abril de 1999. Este foi o mês que Londres, capital da Inglaterra, viveu um tempo de terror. Afinal, neste período, três bombas recheadas de pregos explodiram em vários pontos da cidade. Em comum entre esses lugares, estava a forte presença de população negra, asiática, muçulmana. O resultado foram três mortos pelas explosões, além de quase 140 feridos. Quase todos, minorias.


É justamente sobre isso que fala o documentário Atentados em Londres, produção exclusiva da Netflix e que chega ao catálogo nesta quarta-feira, 26. Dirigido por Daniel Vernon, o longa-metragem conta a história que envolvem esses atentados. De um lado, fala com as vítimas, que dão uma visão particular sobre as explosões. De outro, investigadores e um infiltrado.

Ao longo da execução do longa-metragem, Vernon acerta ao trazer reflexões pontuais sobre a violência contra minorias e, sobretudo, como a polícia e investigadores do Reino Unido demorou a perceber como eram crimes contra essas pessoas -- mesmo com sinais claros sobre isso. É um ponto de vista interessante, que enriquece e polemiza o filme como um todo.


No entanto, a execução do filme beira o banal. Vernon não traz nenhuma novidade na forma de contar a história, tampouco se debruça em minúcias da produção. Acaba sendo o típico documentário com entrevistas, imagens de arquivo e, para completar, algumas encenações do que aconteceu no período. Não é uma narrativa saborosa, que prende o espectador.


Com isso, pode-se dizer que Atentados em Londres é um filme interessante, que conta uma história que ressoa em nossos tempos -- o fascismo, a extrema-direita, o ódio contra minorias. No entanto, não há dúvidas de que poderia ir além em suas ambições, talvez com uma pesquisa mais ampla e que usasse esses atendados de 1999 apenas como partida de algo maior.

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