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  • Matheus Mans

Crítica: 'Bala Perdida' é thriller francês sólido da Netflix


Nos últimos tempos, a Netflix tem se arriscado em fazer thrillers mais ousados. Foi o caso de A Terra e o Sangue, Estranhos em Casa e, agora, o interessante Bala Perdida. Produção francesa, o longa-metragem acompanha a história de um jovem delinquente que se torna mecânico da polícia. Tudo vai bem, até que ele se torna o principal suspeito de assassinar seu próprio chefe.


A partir daí, o diretor estreante Guillaume Pierret -- que, vale dizer, faz uma estreia boa e interessante em longas -- comanda uma trama intensa e desesperadora. Afinal, ainda que haja uma série de chavões, a trama é claustrofóbica, tensa e pressiona a audiência a compreender e sentir o que o personagem passa. A vontade é levantar, ir no filme e ajudar a resolver as coisas.


Um dos grandes pontos altos, principalmente, é a coreografia das cenas de luta -- com destaque, principalmente, para a sequência delegacia. Lembrando alguns momentos do recente Resgate, é possível ver que há uma qualidade no comando daqueles momentos de ação tresloucada e um cuidado na forma com que tudo vai sendo construído em frente às câmeras.


No elenco, o principal destaque se concentra em Alban Lenoir (que fez participações em Busca Implacável e Perseguição Implacável). Ele tem carisma e, ao mesmo tempo, uma presença física que impressiona. Sem dúvidas, se souber como conduzir sua carreira, vai conseguir tomar papéis importante para si em filmes além das fronteiras da França. Nome a se acompanhar.


Assim, em resumo, podemos dizer que Bala Perdida é uma boa pedida na Netflix para quem quer thrillers de ação. Há problemas, claro, como um começo exageradamente lento, algumas falhas de ritmo e, principalmente, uma vagarosidade no meio da trama que não corresponde ao aspecto desesperador de sua premissa. Mas ok. É uma boa amostra que há ação fora dos EUA.

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