• Matheus Mans

Crítica: 'Bloodshot' é filme de ação sem clímax e com história fraca


Quando você pensa num bom filme de ação, o que vem na sua memória? Cenas cheia de emoção e adrenalina, como em Missão: Impossível? Ou será uma produção estilosa, como em John Wick e Atômica? Ou, ainda, uma história cheia de altos e baixos, recheada de emoção, como em Duro de Matar ou Mad Max? São itens essenciais e, quando juntos, rendem filmaços.


O fato é que Bloodshot, nova aposta de Vin Diesel no segmento de ação e pancadaria, não tem nada disso. Dirigido pelo estreante em longas Dave Wilson (de um dos episódios de Amor, Morte & Robôs), o filme é um arremedo de clichês, cenas bregas e personagens rasos. Nada, absolutamente nada em Bloodshot é interessante ou memorável. Nada no filme se destaca.


A começar pela trama, inspirada numa HQ obscura, que conta a história de Ray Garrison (Vin Diesel), um soldado que é morto, junto com sua namorada, em uma emboscada. Tempos depois, ele acorda no laboratório do Dr. Emil Harting (Guy Pearce) como um androide, tendo sua vida sustentada por micro-organismos em seu sangue. Seu desejo, agora, é unicamente a vingança.


Ou seja: nada que já não tenhamos visto em outros filmes por aí. Mas o grande problema de Bloodshot nem é a falta de originalidade. Afinal, o longa poderia ser minimamente divertido ou interessante a partir de mistureba de ideias, como já vimos em outras dezenas de filmes por aí.

O fato é que nem as cenas de ação salvam. Wilson, que tem uma carreira longo na área de efeitos especiais, não sabe filmar pancadaria. Ou tem excesso de câmera lenta, ou excesso de câmera tremida. Não dá pra entender o que acontece. Vin Diesel fica ali no meio, perdido, soltando frases de efeito e batendo em tudo. Uma espécie de xXx: Reativado de ficção científica.


Wilson e seu diretor de fotografia Jacques Jouffret (22 Milhas) ainda tentam estilizar o filme em cenas de ação, com um iluminação avermelhada, mas nada surte efeito. É tudo vazio.


Para finalizar, os personagens são tão profundos quanto um pires. Vin Diesel, sem dúvidas, disse frases mais inteligentes como o Groot, em Guardiões da Galáxia. Afinal, em Bloodshot, tudo se resume a colocações prontas, sem alma, e que não acrescentam em nada. Algumas chegam a dar vergonha. Eric Heisserer (A Chegada) e Jeff Wadlow (Kick-Ass 2) erraram o tom do roteiro.


No final das contas, não há nada que se destaque. A história é boba, os personagens são desinteressantes, as cenas de ação são confusas e mal filmadas. Não sobra nada. Só Vin Diesel fazendo o que faz sempre -- com um visual parecidíssimo ao de Dominic Toretto, de Velozes & Furiosos. Vai agradar um ou outro, que busque ação genérica. Mas a maioria vai se decepcionar.

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