• Matheus Mans

Crítica: 'Encontro Fatal' é thriller bobo e genérico da Netflix


Ah, Netflix! Se esforçando eternamente para ter o pior filme do ano. Agora, a bomba da vez é Encontro Fatal, thriller bobo e genérico que chegou ao catálogo do serviço nesta quinta-feira, 16. Dirigido por Peter Sullivan, o longa-metragem parece uma mistura ruim de qualquer um desses suspenses do Tyler Perry e Obsessiva, filme ruim estrelado por Idris Elba e a cantora Beyoncé.


Aqui, especificamente, a trama acompanha a relação entre Ellie (Nia Long), uma importante e conceituada advogada, com um amigo de longa data (Omar Epps). Depois deles saírem por uma única noite, após um tempo afastados, ele começa a desenvolver um obsessão -- e que, aos poucos, vai se mostrando bem mais profunda, difícil e perigosa do que aparenta no começo.

Assim como o recente No Limite da Traição, o filme aposta no brega para conduzir a história. Tudo é muito emocional, intenso. As relação são exageradas. Parece uma novela da Record qualquer. Isso, de alguma forma, pode agradar um público que busca um thriller mais descompromissado, sem momentos complicados. É sentar, desligar o cérebro e assistir.


No entanto, quando vai chegando mais para o fim, Sullivan perde a mão na condução. O brega ganha força. O genérico fica mais evidente. E é inacreditável como o roteiro segue por um caminho sem qualquer conexão com a realidade. É banal, tira o espectador da trama. Assim, todo o restante do filme -- que já era de qualidade duvidosa -- é esquecida. O filme termina mal.


Dessa maneira, Encontro Fatal é mais um daqueles suspenses que não chegam à lugar algum, não trazem nada de novo e, ainda por cima, mal conduzida. Pode ser que agrade um público bem específico, sem grandes exigências. Mas aqueles que se importam com a qualidade do que assistem, sem dúvidas, vão terminar o filme contrariados. Pelo menos tem menos de 1h30.

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