• Matheus Mans

Crítica: 'Expresso do Destino' é filme romântico simpático da Netflix


Em 2014, o filme sueco How to Stop a Wedding fez barulho no circuito independente por conta da inventividade de sua proposta. Afinal, ainda que inspirado no clássico Antes do Amanhecer, o longa teve uma direção ousada. Drazen Kuljanin decidiu filmar toda a história em apenas 5 horas, tempo que o trem -- onde se passa todo o filme -- levava para ir de uma cidade à outra.


Agora, a Netflix lança Expresso do Destino, remake turco do longa-metragem. Dirigido por Ozan Açiktan (Silsile), o filme possui a mesma premissa: um rapaz (Metin Akdülger) e uma moça (Dilan Çiçek Deniz) se conhecem num trem, por acaso. Apesar de um estranhamento inicial, eles acabam encontrando pontos em comum e desenvolvendo uma relação forte e afetuosa.

Assim, Açiktan transita entre adaptações diretas e inequívocas do original sueco, com algumas frases e diálogos sendo repetidos à risca. Em outros momentos, porém, o cineasta se vale de aspectos da cultura turca para influenciar na história. E são esses o momentos mais ricos, onde vemos como diferentes culturas e comportamentos podem influenciar nessa história de amor.


A dupla de atores também se sai bem e segura o papel, que apresenta desafios e dificuldades complicadas ao longo da execução. O grande destaque, porém, fica com Dilan Çiçek Deniz (Balayi), que constrói uma personagem com camadas, transformações e outras coisas do tipo. Ainda que Metin esteja bem, acaba sendo sobrepujado pela atuação certeira da atriz turca.


No fim das contas, Expresso do Destino é um filme romântico simpático. Tem clichês do gênero, algumas bobagens e a versão original -- pra variar -- é superior. No entanto, é interessante notar como essa história ganhou contornos culturais da Turquia e como se comporta a partir disso. É bonitinho, é bom pra passar o tempo, para se emocionar. Enfim, bom filme da Netflix.

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