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  • Matheus Mans

Crítica: 'Faz Sol Lá Sim' é bom filme sobre cidade alagoana Marechal Deodoro


Na cidade alagoana de Marechal Deodoro, há apenas duas opções para quem nasce lá: ou é pescador ou é músico. Uma tradição de jogar barro na parede ajuda a decifrar esse futuro dicotômico: se cair, é pescador; se ficar na parede, é músico. Ou o contrário. Não importa. O fato é que Marechal Deodoro, histórica cidade brasileira, parece ir na contramão do resto do País.


É isso que nos mostra o bom documentário Faz Sol Lá Sim, do jornalista, roteirista e agora diretor de longas Claufe Rodrigues. Ele, que era responsável pelo GloboNews Literatura até o programa ser descontinuado, traz um retrato vigoroso, completo e colorido dessa cidade que transpira cultura, que transpira música. Tudo por meio das bandas filarmônicas da região.

A forma que a história é conduzida é quadrada, até mesmo um pouco careta em alguns momentos -- ainda que haja algumas oportunidades interessantes pelo caminho, mas que iriam aumentar consideravelmente o orçamento do longa. Dessa maneira, não há grandes surpresas, nem grandes reinvenções. Tudo é contado de maneira tradicional, linear, ordenada, banal.


No entanto, porém, é interessante ver como as próprias histórias dos moradores da cidade ajudam a alavancar a força do filme -- mais pro final, quando conhecemos os músicos aposentados, é de arrepiar. Enfim: um filme correto, sem grandes reinvenções, mas que traz um frescor interessante em uma cidade que transpira música num país que vai contra a cultura.

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