• Matheus Mans

Crítica: 'Feel the Beat' é simpático filme 'estilo Disney' na Netflix


Durante os anos 2000, o Disney Channel assumiu a ardilosa função de ser responsável pelas principais produções adolescentes familiares. São filmes perfeitos para a turma mais jovem, mas que também podem ser apreciados pela família -- é o caso de High School Musical, por exemplo. No entanto, com o passar do tempo, essas histórias foram sendo deixadas de lado.


Agora, porém, a Netflix lança em seu catálogo nesta sexta-feira, 19, um filme que conversa perfeitamente com essas produções de outrora. É Feel the Beat, longa-metragem dirigido por Elissa Down (do melodrama romântico Sei Que Vou Te Amar) e protagonizado por uma das queridinhas do momento, Sofia Carson (de Descendentes, outra aposta teen familiar da Disney).


Quanto à trama, é tudo aquilo que a gente já sabe. Se valendo de uma "jornada do herói adolescente", Feel the Beat conta a história de April (Carson), uma promessa da Broadway que acaba sendo condenada após ser grosseira com uma grande produtora. A partir daí, ela decide voltar à sua cidade natal e aceita o desafio complicado de treinar crianças da escola de balé.

Com essa premissa, Down vai guiando o espectador numa trama cheia de altos e baixos, traçando o caminho de redenção de April. Com 25 minutos de filme, já é possível vislumbrar como o filme vai se desenvolver, se encaminhar e terminar. Não há surpresas, não há grandes sacadas criativas no roteiro Michael Armbruster e Shawn Ku. Tudo segue como planejado.


Além disso, Sofia Carson faz o típico papel de pessoa mimada e convencida que, aos poucos, vai sendo desconstruída. Cai bem no papel, mas poderia ter trazido algo mais para a trama.


Assim, pode-se dizer que Feel the Beat é uma diversão passageira, esquecível, simpática e empolgante -- afinal, difícil ver um filme de dança que não dê vontade de sair dando uns passos por aí. É uma diversão de fim de tarde, para assistir com as crianças, e passar um tempo comendo pipoca e outras guloseimas. Não vai mudar a vida de ninguém. Mas deve divertir.

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