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  • Matheus Mans

Crítica: 'Infidelidade' é filme ruim, mas que prende a atenção da audiência


Na franquia Jogos Mortais, acompanhamos um homem (Tobin Bell) que "brinca" com suas presas. Geralmente, coloca pessoas que não valorizam a vida para, enfim, escapar dos jogos mortais. Muito bem. E não é que o novo thriller Infidelidade, lançado no Brasil por meio de plataformas de video on demand, segue uma premissa muito, muito parecida? Vou explicar.


O longa-metragem, dirigido por Víctor García (A Amaldiçoada) e roteirizado pelo estreante Elliott San, conta a história de uma mulher (Claire Forlani) que vai para um hotel se encontrar com o seu amante (Jake Abel). Mas, ao chegar lá, não encontra o carinho do amante. Pelo contrário. Os dois, sem um saber da questão do outro, entram em um jogo mortal do marido (Titus Welliver).


Afinal, ele diz para o amante que não pode deixar a esposa sair do quarto de hotel. Se sair, ele mata mulher e filha do rapaz. Enquanto isso, ele alerta a própria esposa que o amante é perigoso. Um criminoso serial. E diz que ela precisa sair o quanto antes do quarto de hotel para sobreviver. Ou seja: manipula os dois amantes para que cada um tenha um objetivo distinto.

O começo do filme, quando essa premissa se instala, é interessantíssima. Tem um jogo entre os dois personagens amantes, que não acreditam um no outro. Além disso, Welliver (Atração Perigosa) trabalha bem como esse homem ameaçando o casal, quase que como um agente do caos. A tensão existe na tela, por mais que não haja uma real qualidade no que é filmado.


Afinal, García é um diretor claramente atrapalhado: muitas cenas são mal filmadas, algumas perdem o fio da tensão e há claros problemas de coerência. O amante, por exemplo, fica checando o celular o tempo todo, mas a personagem de Forlani (Encontro Marcado) em momento algum questiona aquilo. Além disso, há trânsito no quarto, sem ninguém desconfiar.


Com isso, além das atuações ruins dos amantes protagonistas, o filme vai perdendo a força e o vigor, caindo numa mesmice bem sonolenta. A coisa volta a ficar animada no início do terceiro ato, quando há uma reviravolta esperta e inesperada. Mas, quando o roteiro de Elliott tenta se explicar, cai em um final constrangedor, com cenas mal dirigidas e que não fazem muito sentido.


Infidelidade, assim, é daqueles filmes ruins, que todo mundo sabe que não é bom, mas que consegue prender a audiência por um começo interessante e uma reviravolta interessante lá pro final -- mesmo não sendo bem concluída. Ou seja: é um suspense banal, daqueles típicos de uma sessão do Supercine, que consegue entreter o público sem problemas por algum tempo.

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