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  • Foto do escritorMatheus Mans

Crítica: 'Justiceiras', da Netflix, é bom filme sobre vida no colegial


Filmes adolescentes que se passam em colégios americanos são uma constante na produção audiovisual de Hollywood, marcando gerações e até mesmo influenciando costumes. Afinal, mais do que qualquer outro subgênero, esses filmes têm o dever de retratar personagens com afinco em dramas e questões reais de adolescentes -- senão, não funcionam. Felizmente, mais um bom filme entra nesse rol de produções: Justiceiras, estreia da Netflix desta sexta-feira, 16.


Dirigido por Jennifer Kaytin Robinson (Alguém Especial), que também assina o roteiro, o longa-metragem conta a história de Drea (Camila Mendes), uma jovem popular que cai em desgraça depois que um vídeo íntimo é divulgado. Ela desconfia do namorado Max (Austin Abrams), outro garoto muito popular. Nesse conflito, ela acaba se desentendendo com as amigas e, sozinha, se aproxima da novata Eleanor (Maya Hawke), uma jovem lésbica sem jeito que acaba de chegar.


É aí que as coisas ficam interessantes -- e justificam o título. De um lado, Drea quer se vingar do ex por ter vazado o vídeo, tornando-o também um pária dentro da escola. Do outro, Eleanor também quer que a ex-namorada tenha uma vida miserável, para dizer o mínimo, depois de proporcionar uma situação constrangedora. É aí que as duas vão unir forças, formando um vínculo de amizade sincero enquanto busca por vingança como justiceiras colegiais e jovens.


Camila Mendes, aqui, é o grande destaque. A atriz de Riverdale, que antes teve uma experiência ruim com a Netflix com o fraquíssimo Mentiras Perigosas, consegue trazer todo o tom de garota debochada que sua personagem exige, mas ainda assim demonstrando fraqueza. Ela mostra, pela primeira vez, como é uma atriz que vai além da beleza que os produtores e diretores por aí insistem em exibir e explorar. Fica a torcida para que esse papel abra novas portas para a atriz.


Por outro lado, Maya Hawke decepciona -- de verdade. A filha de Ethan e Uma Thurman, na tentativa de construir uma personagem desconstruída, acaba forçando demais e fica artificial e pouco crível. Chata mesmo. Quando mais descontrói Eleanor, mais óbvia e banal ela se torna. É difícil compreender a personagem, ainda mais quando o roteiro dá uma verdadeira volta em 180º com uma reviravolta surpreendente: quanto mais exige de Maya, mais devendo ela fica.


No final, porém, Justiceiras é um bom filme. Ainda que um tanto quanto banal em alguns de seus detalhes, além da atuação sem vida de Maya, o longa-metragem deve conseguir a proeza de fazer sucesso entre o público mais jovem, graças à verdade que o texto do filme traz. Não é perfeito, como já dito, mas cumpre o que promete. E, no final, ainda fica aquele sorriso no rosto ao sabermos que acabamos de assistir uma história sem qualquer pretensão, mas divertida.

 

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