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  • Foto do escritorMatheus Mans

Crítica: 'Lilo, Lilo, Crocodilo' é filme simpático que abraça e conforta


Difícil sair da projeção de Lilo, Lilo, Crocodilo sem estampar um sorriso no rosto. O longa-metragem, que chega aos cinemas já nesta quinta-feira, 27, é um afago inesperado em meio a filmes cada vez mais inchados e megalomaníacos. Como? Simples: assim como Paddington não tenta complicar demais, esta nova produção da Sony faz o mesmo. Aposta no certo, no simples.


Lilo, Lilo, Crocodilo conta a história de Lilo (na voz de Shawn Mendes, no original), um crocodilo que tem a habilidade de cantar. Começa sua vida sendo a aposta do canastrão Hector P. Valenti (Javier Bardem), mas, depois de não dar certo nos palcos, acaba nas mãos de uma família que se mudou para Nova York -- mãe (Constance Wu), pai (Scoot McNairy) e filho (Winslow Fegley).


A partir daí, os improváveis diretores Josh Gordon e Will Speck (A Última Ressaca do Ano, Coincidências do Amor) brincam com essa aventura, recheada de boas cenas musicais, que se torna quase um abraço afetuoso. Tudo é inofensivo, sem muitas pretensões. A ideia aqui é oferecer entretenimento de qualidade para um público que quer entrar nos cinemas e ser feliz.

Obviamente, Lilo, Lilo, Crocodilo foge de alguma originalidade: tem momentos que lembra Paddington, outros lembra Meu Monstro de Estimação e até mesmo Stuart Little. Não há muito frescor aqui, batendo sempre em teclas que já vimos. A mensagem também já é muito usada: a de que devemos ser nós mesmos e respeitar as limitações do outro. Batida, mas bonitinha.


De resto, destaca-se a atuação de Javier Bardem (Onde os Fracos Não Têm Vez). Ele está totalmente fora de seu costume, talvez em uma preparação para A Pequena Sereia, cantando, dançando, interagindo com um crocodilo de CGI e se divertindo à beça. Claro que é bom ver ele sério em cena, em papéis mais densos. Mas que beleza encontrá-lo tão leve e divertido assim.


Enfim: Lilo, Lilo, Crocodilo diverte e encanta e, mesmo com pautas batidas, deve fazer o público sair da sala de cinema com um sorrisão estampado no rosto e cantarolando a canção original -- que, se houver justiça, será indicada ao Oscar. Se tiver crianças em casa, vale a pena a visita aos cinemas. Faz tempo que não surge um filme tão bonitinho assim. E o próximo só Paddington 3.

 

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