• Matheus Mans

Crítica: 'Magos do Cubo', da Netflix, mostra bastidores de competições de cubo mágico


Se você mora em uma cidade grande, já viu alguém montando e desmontando um cubo mágico no metrô, no ônibus ou até na rua. E, sem dúvidas, ficou fascinado com a agilidade dessas pessoas. Mas já parou para pensar o que há por trás dessa "mania"? Como são as competições, os treinamentos? E, principalmente, já pensou como é a vida desses montadores profissionais?


É sobre tudo isso que se debruça o curta documentário Magos do Cubo, estreia exclusiva da Netflix. Em apenas 40 minutos, a diretora Sue Kim acompanha a amizade e a rivalidade de dois recordistas mundiais de cubo mágico que competem para o título mundial. Com isso, ela mostra o que há em jogo ali e, principalmente, como há um grupo de pessoas que leva isso a sério.


É intensa e inacreditável a preparação e, em seguida, a competição exibida nas telas. Sue Kim faz o tempo voar com Magos do Cubo, inserindo uma narrativa de ficção dentro dessa competição mais do que real. Você, como espectador, fica empolgado, emocionando, desesperado. Escolhe um lado para torcer. E, principalmente, se encanta com esse "esporte".


Ainda que os 40 minutos se mostrem limitados para contar a história de maneira completa, ficando um gostinho de "quero mais" ao final, tudo é sob medida. A edição é esperta e ajuda a contar a história. Algo essencial em filme de apenas 40 minutos, curta e muito preciso.


Enfim. Magos do Cubo é uma boa surpresa da Netflix. Ainda que seja curto demais, o curta-metragem acerta ao contar os bastidores de algo inesperado e de pouco conhecimento do público. Fora que, ao ser bem contado, o filme se torna uma jornada em meio à rivalidade e amizade desses dois competidores, que apresentam camadas e rumos inesperados.

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