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  • Foto do escritorMatheus Mans

Crítica: 'Meu Pai é um Perigo' é filme bobinho e divertido com Robert de Niro


Ainda que seja um dos maiores nomes do cinema, com trabalhos em filmes como O Poderoso Chefão 2 e O Irlandês, Robert de Niro também gosta de fazer comédias despretensiosas. Algumas funcionam realmente bem, como Entrando numa Fria e A Família, enquanto outras são risíveis em termos cinematográficos, como Tirando o Atraso. O novo Meu Pai é um Perigo, que estreia nesta quinta-feira, 25, fica no meio do caminho, divertindo, mas sem trazer nada de novo.


Dirigida por Laura Terruso (do fraquinho Doris, Redescobrindo o Amor), a comédia conta a história de um pai de descendência italiana (De Niro, claro) que não se acerta totalmente com o filho (Sebastian Maniscalco, também roteirista do filme). As coisas ficam ainda mais enroladas, porém, quando o rapaz convida o pai para visitar a família dos sogros, uns milionários que vivem uma vida de luxo. É aí que a realidade de Salvo e Sebastian vai entrar em choque com os sogros.


Na essência, Meu Pai é um Perigo parece uma mistura de duas comédias que já vimos com De Niro: Entrando numa Fria e Tirando o Atraso. Afinal, de um lado, o longa-metragem apresenta essa comédia familiar que coloca diferentes visões de mundo em choque, enquanto também é um filme em que mostra duas gerações de uma mesma família tentando se entender. Com isso, até parece que a história -- inspirada na vida de Maniscalco -- é sob medida para De Niro.

Ele, aliás, está se divertindo à beça em cena. Ainda que tenha momentos realmente constrangedores, em que o humor se torna absolutamente exagerado, Meu Pai é um Perigo tem a capacidade de fazer rir com Robert De Niro passando por uma borrifada de perfume ou, ainda, tentando se adaptar naquela realidade passeando pela propriedade. Não tem nenhuma cena que faça realmente gargalhar, como nas outras comédias de De Niro, mas dá pra dar risos abafados.


Afinal, como já dito, há momentos que são constrangedores e que fazem o público rir não de graça, mas de constrangimento com a forma que aquela cena é dirigida: a do jantar, por exemplo, é bastante surreal, enquanto o tratamento de muitos dos personagens se torna facilmente tosco. O filme parece não se decidir entre uma comédia com personagens e situações reais e uma comédia que trate as coisas com uma dose de fantasia. Não funciona.


Meu Pai é um Perigo, porém, pode ser uma diversão agradável e bobinha, como foi recentemente com Do Jeito que Elas Querem 2. Não é marcante, não é algo que vai mudar a sua vida -- nem mesmo o seu dia. Mas dá para passar um tempo agradável vendo Robert De Niro interpretando um cabelereiro (pois é!) com todos os clichês italianos possíveis.

 

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