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  • Matheus Mans

Crítica: 'Modo Avião', da Netflix, é filme clichê, mas bonitinho


Após consolidar sua carreira no SBT, a atriz Larissa Manoela começa a dar seus primeiros passos para fora da emissora do Silvio Santos. Modo Avião, que estreou nesta quinta-feira, 23, é o primeiro de uma série de filmes que a paranaense fará com a Netflix -- parceria esta que a atriz-mirim diz que marcará o ano melhor da sua vida. E a parceria começou com pé direito.


Ainda que Modo Avião tenha uma história completamente clichê, que pode ser sacada por inteiro com 20 minutos de projeção, o longa-metragem é aquela típica aventura adolescente que agrada. Na trama, Ana (Larissa) é uma influenciadora digital que, após uma série de acidentes, é obrigada pelos pais a passar uma temporada na casa interiorana do avô (Erasmo Carlos).


Assim, num detox digital, a estrela precisará aprender a se virar sem celular e, principalmente, a saber viver. Afinal, até aquele momento, ela está interessada apenas em olhar pro celular.

Dirigido por César Rodrigues (Vai que Cola e Minha Mãe é uma Peça 2), Modo Avião parece absorver dezenas de outras histórias para alavancar sua própria trama. A jornada de Ana, de alguma maneira, lembra a história de Hannah Montana. A jornada da menina, enquanto isso, possui pouca coisa criativa -- a própria relação com Erasmo, ainda que boa, é bem óbvia.


O fato, porém, é que pouco disso importa. Modo Avião é daqueles filmes que você quer assistir num dia a noite, sem pretensão, e sair com um sorriso no rosto. Afinal, ainda que fácil de ser desvendada desde o primeiro momento, a história é simpática, bonitinha, honesta. Não quer ter grandes voos e se contenta ao passar uma lição para adolescentes de olharem ao seu redor.


Larissa Manoela, como sempre, está bem -- melhor do que em Meus 15 Anos, mas mais apagada do quem em Fala Sério, Mãe. Ela tem uma intensidade bem particular e sabe como se portar na tela. É uma estrela em ascensão. Erasmo Carlos não tem muito jeito pra atuação, mas acaba ganhando pelo carisma. Surpreende, num papel bem diferente de Paraíso Perdido.


E assim, no final das contas, o longa-metragem é um bom primeiro acerto da atriz na Netflix. Faz a receita, segue a risca o que os fãs devem estar querendo ver. E agrada. Agora, o grande desafio é trazer novas coisas nessa parceria. Não adianta, afinal, fazer uma série de filmes e todos soarem como o mesmo. A graça vai se perdendo. Larissa Manoela vai ter que inovar.

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