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  • Matheus Mans

Crítica: 'Mudança Mortal', na Netflix, copia fórmulas sem qualquer criatividade


Se tem uma coisa absolutamente condenável no cinema (e em todo o mundo das artes, é claro) é a cópia. E quando digo cópia, é cópia mesmo. Não são referências, tampouco homenagens. É aquele filme que, na verdade, puxa ideias aqui e acolá para formar um mosaico, geralmente, pouco coeso. É similar ao que vimos recentemente em Um Clássico Filme de Terror, da Netflix.


Agora, chega uma produção de catálogo no serviço de streaming que passa pelo mesmo problema: Mudança Mortal. O longa-metragem conta a história de um casal (Ashley Greene e Shawn Ashmore) que decide se mudar para uma nova casa após o casamento enfrentar problemas. No entanto, logo o local se revela assombrado por algum tipo de criatura maligna.


É uma premissa e, sobretudo, uma conclusão extremamente similar a um outro filme que a Netflix lançou há alguns meses. É uma cópia, apenas com mudanças aqui e ali, que tornam Mudança Mortal uma produção patética. A sensação é de que o diretor e criador da história

Peter Winther apenas pegou as ideias desse outro filme e as colocou aleatoriamente aqui.


Não falo o nome da produção, é claro, para não dar spoilers -- afinal, quem viu este filme, vai saber como o outro termina e vice-e-versa. Mas não tem como negar ou esquecer algo assim.


Além disso, a execução de Winther é desastrosa. Há mais de uma dezena de erros básicos de continuação -- como o personagem que decide correr atrás da assombração sem abrir uma única porta. Além de bobagens ultrapassadas de direção, que já foram e muito superadas. Não dá para entender como um longa-metragem desse, sem tensão ou criatividade, foi produzida.


Os dois protagonistas até se esforçam, mas não conseguem segurar o filme sozinhos, claro. Afinal, nem mesmo o suspense ou a tensão conseguem sobreviver. Tudo é tão óbvio, tão manjado, que fica claro desde a metade da produção -- principalmente para aqueles que viram o filme misterioso que citei acima. É um filme vazio: de tensão, de história e de criatividade.


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