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  • Matheus Mans

Crítica: 'Shawn Mendes: In Wonder', da Netflix, não sai do lugar com trama banal


A Netflix percebeu que, assim como séries documentais sobre crimes reais, falar sobre grandes nomes da música atrai audiência. É o caso de Taylor Swift, Lady Gaga e, agora, Shawn Mendes. O cantor e compositor canadense tenta repetir o que essas duas outras cantoras fizeram e revelar um pouco mais de sua rotina, dia a dia e desafios que surgem em Shawn Mendes: In Wonder.


Lançado nesta segunda-feira, 23, o documentário acompanha os bastidores da turnê mundial de Shawn Mendes -- desde o preparo, passando pela correria do momento e até as desilusões. Dirigido por Grant Singer (diretor de clipes do próprio Shawn Mendes), o longa-metragem é mais uma tentativa de fazer com que o canadense figure dentre principais nomes da música mundial.

No entanto, não há nem um terço do sucesso que Taylor Swift e Lady Gaga tiveram. Afinal, Singer parece ter medo -- ou é levado a não seguir por esse caminho -- de falar sobre assuntos realmente complicados, como política, sociedade, preço da fama. Tudo aqui é levado com uma leveza que não existe, tampouco parece real. É como se fosse um grande e imenso videoclipe.


O pior, porém, é quando Shawn Mendes desmarca o show em São Paulo. Além de toda a falta de respeito da situação (na época, só avisaram que o show não ia acontecer poucas horas antes), fica claro como essa foi uma situação pensada para o documentário. Obviamente, não dá para dizer que Shawn Mendes demarcou um show por conta do filme -- seria desonesto dizer isso.


No entanto, fica evidente como isso se encaixou perfeitamente dentro da necessidade de um clímax no filme. Novamente, passa aquela sensação de que nada é natural ao redor de Shawn Mendes. O efeito é totalmente o oposto do que ele almejava, sem dúvidas. Ele continua não parecendo uma pessoa normal. Apenas alguém fabricado sob medido pro show business.

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