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  • Matheus Mans

Crítica: 'Ninguém Sai Vivo', da Netflix, é recheado de clichês, mas diverte


Ninguém Sai Vivo não é, de maneira alguma, o primeiro longa-metragem a misturar o drama da imigração ilegal com o horror -- só pensando na Netflix, que distribui este longa-metragem, podemos lembrar do interessante O Que Ficou para Trás. E não é pra menos. O filme, dirigido por Santiago Menghini, estreante em longas, sabe misturar medos reais com a dolorosa fantasia.


Afinal, a protagonista Amber (Cristina Rodlo) acabou de chegar ilegalmente nos Estados Unidos. Está com uma mão atrás, outra na frente. Sua única solução é morar em uma pensão sombria, comandada por um homem misterioso (Marc Menchaca), enquanto tenta comprar uma identidade falsa. É sua única oportunidade de arranjar um bom emprego e sair dessa sua vida.


A partir daí, Menghini mistura dramas tradicionais da vida de um imigrante com elementos já conhecidos (e até um pouco clichês). Há a questão da perseguição, do sufocamento, do fantasma do medo que persegue essas pessoas. Assim, também, como toda a questão envolvendo a intolerância e a xenofobia por parte dos próprios americanos. O terror da vida real com fantasia.


Ainda que um pouco óbvio e levemente mergulhado num excesso de clichês em alguns momentos (o aparecimento e desaparecimento de assombrações, por exemplo, é de uma banalidade que cansa), há certa inventividade estética e que lembra Silent Hill. São assombrações interessantes e que conseguem assustar -- uns dois sustos são excelentes.


Mas é isso. É um filme que aborda um assunto já utilizado antes para criar o horror, e de maneira bem mais completa em O Que Ficou para Trás, que não deve surpreender tanto apesar do bom final. Ninguém Sai Vivo, ainda assim, pode ser uma boa diversão e um passatempo interessante para quem quer levar alguns sustos acompanhados de alguma reflexão.


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