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  • Matheus Mans

Crítica: ‘O Fascínio’ é filme italiano de terror mequetrefe da Netflix


Acho que já faziam alguns bons anos que não usava a palavra mequetrefe. Mas não tem adjetivo melhor para descrever O Fascínio, essa tentativa de filme de horror da Netflix que chega ao catálogo brasileiro nesta sexta-feira, 2. Dirigido por Domenico Emanuele de Feudis, o longa-metragem começa com potencial, mas logo acaba na vala da mesmice.


Mas vamos por partes. O longa-metragem conta a história de um homem que decide levar sua namorada e a enteada para passar uns dias na casa da mãe. No entanto, rapidamente, as coisas ficam estranhas. A mãe age de um jeito estranho, o clima no local é peculiar e alguns eventos bizarros começam a acontecer e a afetar, principalmente, mãe e filha.


O grande ponto aqui é que O Fascínio começa com algumas ideias interessantes na mesa. A relação da matriarca com a natureza e até alguns costumes locais, nessa pequena cidade italiana, são tratados de forma a nos fazer perceber que o filme pode ser uma metáfora sobre preconceitos e até mesmo diferenças culturais que existem num País como a Itália.

E essa é uma ideia interessantíssima. No entanto, rapidamente, o diretor Domenico de Feudis vai para um campo que nada tem a ver. A partir de uma “revelação” do marido e padrasto, o filme toma o rumo de um terror sobrenatural genérico, sem qualquer traço característico do país em que passa. Não há identificação, tampouco qualquer criatividade.


Ainda que parte do elenco se esforce, O Fascínio recai em maneirismos típicos de realizadores que estão em suas zonas de conforto e não querem ir além. Até mesmo a resolução de alguns conflitos e a naturalidade que algumas coisas são tratadas afastam o espectador da tela e acabam criando um bolsão ao redor do filme. É tão óbvio que afasta.


Com isso, O Fascínio é mais um filme desperdiçado da Netflix. Não diz nada, não mostra a que veio e, pior, não encanta e nem mesmo assusta. Seu terror é rasteiro, sua história não tem vitalidade e o longa-metragem no geral não é memorável. Uma pena, pois havia espaço para ser mais explorado e, assim, ir além. Do jeito que ficou, é só uma bobagem da Netflix.

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