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  • Foto do escritorMatheus Mans

Crítica: 'O Lendário Cão Guerreiro' é animação simples e funcional


O mercado americano de animação está passando por um período complicado. Disney aposta sempre na mesma fórmula, Pixar nunca mais acertou. Por isso é até refrescante ver uma animação tão descompromissada e sem preocupações como O Lendário Cão Guerreiro, estreia nos cinemas desta quinta-feira, 25. Dirigido pelo trio Chris Bailey, Mark Koetsier e Rob Minkoff, é um típico filme de estúdio, sem qualquer olhar artístico, mas que serve bem para divertir.


A história parte de uma mistura bem óbvia e simples, unindo o universo do kung-fu com o do Velho Oeste. Hank (Paulo Vieira, na dublagem brasileira) é um cachorro que sonha em ser samurai. Até que, um dia, é enviado para ser o xerife-samurai de uma cidade comandada por gatos. O que era sonho vira pesadelo, já que os gatos não querem saber de cachorros. É aí que entra a graça do filme, com Hank tendo que se adaptar ao mundo dos gatos (e vice-e-versa).

Em termos funcionais, essa mistura de Velho Oeste com Kung Fu Panda rende bons momentos. A sequência de treinamento de Hank com o gato Jimbo é gostosa de assistir, criando bom ritmo. Os personagens secundários também são todos bem pensados e fazem algo que as animações sempre acertam em cheio: conseguem agradar dos mais novos aos mais velhos. Só não dá para entender um personagem específico que faz piadas (bem sem graça) com armas. Precisava?


O Lendário Cão Guerreiro também é simples e funcional em sua mensagem, sem amarras ou dificuldades: fala sobre as diferenças, preconceito e como é preciso aprender a conviver com aqueles que não são iguais a nós. Não tinha como a mensagem ser mais batida, no entanto vai bem com essa história, nunca soa forçada e conversa com assuntos contemporâneos. Podia ser mais elaborada ou coisa do tipo? Com certeza. Mas, do jeito que é, funciona bem, sem engasgos.


Enfim, O Lendário Cão Guerreiro é uma animação simples e funcional. Nunca é genial ou artístico como qualquer grande produção da Pixar, por exemplo, mas deve agradar a criançada que está cada vez mais órfã das boas animações nas telonas -- sinceramente, nem lembro da última vez que vi um filmaço infantil nos cinemas. É uma boa oportunidade de reunir a família na sala escura, comer uma pipoca e, no final, sair com uma mensagem agradável e certeira.

 

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