• Matheus Mans

Crítica: 'O Ritmo da Vingança' é ação genérica e desinteressante


Logo de cara, O Ritmo da Vingança chama a atenção por seu elenco. Protagonizado por Blake Lively (Um Pequeno Favor), o filme de Reed Morano (de Agora Estamos Sozinhos) ainda conta com Jude Law (Rei Arthur) e Sterling K. Brown (This is Us) como um luxuoso elenco de apoio. E na trama, uma história empolgante sobre uma mulher que busca vingar a morte dos pais.


No entanto, ao contrário do que parece, O Ritmo de Vingança está longe de ser empolgante como Atômica ou A Justiceira -- para usar exemplos de filmes de ação protagonizados por mulheres. Aqui, no caso o filme tenta emular uma espécie de Operação Red Sparrow, que já é fraco, e o resultado consegue ser ainda pior. É um filme genérico, chato e até desinteressante.

Afinal, por mais que Lively se entregue fisicamente à sua personagem, a trama não avança com a mesma dedicação. Escrita por Mark Burnell, que faz sua estreia no roteiro, a trama é morosa, chata. Nem mesmo um plano sequência de perseguição consegue empolgar. Afinal, o mundo acabou de ver uma das cenas sem cortes mais eletrizantes do cinema de ação, em Resgate.


O que sobre, então, é a história de espionagem e investigação propriamente dita. E, além de confusa, nada ali é memorável. Tudo lembra outros filmes, outras histórias, outras situações. É realmente desafiador conseguir lembrar de uma cena sequer do longa-metragem algumas horas depois. Nada é feito com afinco, aparentemente. Fizeram um filme de investigação. E só.


A sensação, assim que sobem os créditos, é que O Ritmo da Vingança é potencial desperdiçado. Além de bons atores, o longa-metragem contava com uma equipe interessante. E mais! Claramente similar à Operação Red Sparrow, era a chance do filme mostrar como se faz uma produção de uma mulher espiã. Mas não. Apenas serve de munição para machistas de plantão.

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