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  • Matheus Mans

Crítica: ‘Os Quatro Paralamas’ é documentário agradável e burocrático


Os Paralamas do Sucesso é uma das bandas mais celebradas da história da música brasileira. E não é pra menos. Herbert Vianna, João Barone e Bi Ribeiro foram responsáveis por alguns dos maiores sucessos da música popular brasileira, como Lanterna dos Afogados, Aonde Quer que Eu Vá, Meu Erro, Alagados, Vital e sua Moto e Ela Disse Adeus.


Agora, a trajetória dos integrantes da banda está registrada nas telonas com o documentário Os Quatro Paralamas, selecionado para o festival É Tudo Verdade. Aqui, o cineasta Roberto Berliner mostra a história da banda desde seus primeiros shows, registrados pelo próprio diretor com uma câmera amadora e nenhum aparato técnico.

Esta é, aliás, a grande riqueza de Os Quatro Paralamas. Afinal, de narrativa quadrada e um tanto quanto óbvia, sem nunca buscar outras visões sobre a banda, o sumo acaba surgindo disso. Imagens históricas para o rock brasileiro e que mostram um cuidado de preservação e arquivo potente de Berliner. Dá pra ver que é um documentário feito com muito esmero.


Além disso, por ser próximo da banda, o cineasta não trata o acidente de Vianna de maneira espetaculosa ou espalhafatosa. Nada disso. O momento em que isso é posto na tela é cuidadoso, até mesmo delicado. Berliner não tenta fazer de declarações desse momento um chamariz para seu filme. É apenas um ponto a mais, muito bem abordado.


Mas, ainda assim, não dá pra ignorar a mesmice narrativa. O filme não inova, não traz ousadia e nem se arrisca em trazer alguma opinião controversa sobre a banda. É, afinal, um filme homenagem e Berliner, claramente, está contente em assumir essa função. E tudo bem. Não é um grande filme, mas consegue ficar cristalizado no coração dos fãs. Valeu.

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