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  • Matheus Mans

Crítica: 'Rust Creek', na Netflix, é mais um filme de sobrevivência


Por aqui no Esquina, geralmente damos prioridade para produções originais da Netflix quando falamos do serviço de streaming. No entanto, nesta quinta-feira, 15, chamou a atenção o destaque que o serviço de streaming está dando para Rust Creek -- também chamado com o péssimo nome traduzido de Águas que Corroem. No entanto, fica o aviso: não vale o destaque.


Dirigido por Jen McGowan (Kelly & Cal: Uma Amizade Inesperada), o longa-metragem conta a história de uma mulher (Hermione Corfield) que está numa viagem de carro, mas acaba se perdendo. É nessa tentativa de achar o caminho que ela encontra dois estranhos que a encurralam. Ela escapa ferida. E, a partir daí, vemos um filme de gato e rato, de sobrevivência.


É algo que já vimos por aí dezenas e dezenas de vezes -- Alone, mais recentemente, por exemplo. E aqui, em Rust Creek, não há grandes sopros de criatividade. A diretora trafega por águas seguras, sem nunca explorar com profundidade o que está sendo contado. Chega a incomodar como o longa-metragem simplesmente não avança em cima de suas possibilidades.


Os personagens seguem pelo mesmo caminho. Por mais que Corfield (xXx: Reativado) se esforce, não há profundidade nas histórias. Não entendemos direito as motivações, não há nem um tipo de avanço nos personagens. São histórias rasas e torcemos por aquela mulher apenas por ser um outro ser humano -- é a questão instintiva de torcermos por semelhantes. E só.


Em outros aspectos técnicos, também não há qualquer grande destaque. Enfim: Rust Creek é uma produção banal, como já vimos as dezenas por aí, e que conta até com uma lentidão no desenvolvimento da narrativa que chega a cansar -- e deve afastar os fãs desse tipo de história de gato e rato e de sobrevivência. Um filme que serve como passatempo banal. Apenas isso.


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